CTEA/CRH realiza II Encontro das Câmaras Técnicas de Educação Ambiental
Entender melhor como funciona o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SigRH) e discutir sobre instrumentos de planejamento para Educação Ambiental. Estes foram os principais objetivos do II Encontro Estadual das Câmaras Técnicas de Educação Ambiental dos Comitês de Bacias Hidrográficas, realizado nos dias 28 e 29 de março.
Organizado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental, Capacitação, Mobilização Social e Informações em Recursos Hídricos (CTEA), do Conselho de Recursos Hídricos (CRH), o evento contou com uma novidade ao realizar no primeiro dia uma videoconferência, em parceria com a Rede do Saber, da Secretaria Estadual da Educação. A transmissão contou com a participação dos técnicos da Coordenadoria de Recursos Hídricos (CRHi) e também da CTEA, que explicaram sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos (PERH) e o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).
Já o segundo dia de reunião foi presencial, em Campinas, na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento. Integrantes discutiram ações para o fortalecimento da Educação Ambiental na gestão de recursos hídricos, em relação a instrumentos de planejamento como Planos Diretores, Programas e Política de Recursos Hídricos.
Segundo o coordenador da CTEA, Gilson Ferreira, o segundo encontro foi mais propositivo porque os membros das CTs trouxeram soluções para os problemas apresentados. “A grande lição foi a boa vontade das Câmaras Técnicas pensarem em mecanismos de melhorias para a educação ambiental em seus territórios. Sabemos que uma experiência pode também ser proveitosa em outro território. Este compartilhamento foi uma das propostas do Encontro”, explicou Gilson.
Para a integrante da Câmara Técnica da Agenda 21 e Educação Ambiental do CBH do Pardo, Simone Kandrataviciuos, o encontro trouxe subsídios para implantar trabalhos no território do seu comitê. “Discutimos estratégias para a atuação da Câmara Técnica, viabilizando ações, com reconhecimento de experiências exitosas”, disse.
O Coordenador da Câmara Técnica de Educação Ambiental dos Comitês PCJ, Tiago Valentim Georgette, ressaltou que os agentes da Educação Ambiental precisam aproveitar a recente escassez hídrica que atingiu o Estado de São Paulo como aprendizado. “Temos a sensação que o problema já passou, mas precisamos aproveitar o exemplo do que passamos para aprendermos, até porque estamos em uma região com muita gente e pouca água. Todo mundo parece entender a educação ambiental, mas espera que o outro faça. As pessoas não pensam no que elas têm que fazer”, justificou.
OnLine
Gilson Ferreira destacou os benefícios que a videoconferência trouxe para o evento, com grande número de pessoas e pouco gasto. “Conseguimos distribuir bem as informações com a participação de vários segmentos. Foram mais de 250 pessoas discutindo e refletindo Educação Ambiental, com um menor custo possível. Foi muito produtivo o evento”, frisou.
Um dos técnicos que participaram da videoconferência foi André Dias, da SECOFEHIDRO, que destacou a importância do evento para o aperfeiçoamento dos membros das CTs. “Somente o conhecimento do SIGRH e do FEHIDRO pode conduzir a um trabalho eficiente em relação à Educação Ambiental”, disse André.
Há grande possibilidade de o terceiro encontro utilizar deste recurso para discussão de planos das Câmaras Técnicas. “A videoconferência foi um dos momentos que permitiu aproximar diversos segmentos. É um instrumento que precisa ser mais bem aproveitado”, argumentou.
O link da videoconferência do segundo encontro deve estar disponível na próxima semana no site Rede do Saber.
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