O Sistema Ambiental Paulista está completando 30 anos. Para celebrar esta data nada melhor do que os depoimentos de quem vive o dia a dia e contribui prestando um serviço de qualidade à sociedade.
Adriana Matoso

“Eu estava lá! O governador Montoro tinha ido pro Paraná pra fechar um convênio pra gestão conjunta do Lagamar. Ao mesmo tempo, na Ilha do Cardoso estava acontecendo a reunião de fundação da SOS Mata Atlântica. Estavam o Roberto Klabin, Zé Pedro, Roberto Guilhermon, Randau Marques, Fabio Feldmann, Capobianco, eu e várias de pessoas que ficaram no Sistema. Um pessoal de peso.
O Zé Pedro, que tinha acesso ao Governador, havia o convidado para passar na reunião, mas ninguém achava que ele iria passar. De repente, a gente ouve o zumbido do helicóptero. O Zé Pedro correu, fizemos uma moção pedindo a criação da Secretaria do Meio Ambiente. Quando ele desceu, entregamos o pedido e ele aceitou. Foi um momento bonito. Até porque foi na Ilha do Cardoso rs. É importante lembrar que esse ano também é o centenário do nascimento do Montoro. Ele foi responsável pela criação da SMA e da Estação Ecológica da Jureia, dois momentos importantíssimos para o meio ambiente em São Paulo.”
Adriana Matoso é supervisora técnica do Programa de Recuperação Socioambiental Serra do Mar e Mosaicos da Mata Atlântica, na Fundação Florestal.
Anderson Pioli

“O sistema fará 30 anos e eu farei 24 de Cetesb. Não é apenas uma história, é uma vida! Entrei no primeiro concurso público da empresa como mecânico de refrigeração, passei a técnico e hoje sou engenheiro no Setor de Atendimento a Emergências. Nesse período, trabalhei, estudei, aperfeiçoei, viajei, lecionei, fiz muitos amigos e perdi alguns, mas serei eternamente grato a essa grande empresa.”
Anderson Pioli é engenheiro da Cetesb.
Arlete Tieko Ohata
“Sou uma pessoa que faz o que gosta. Trabalho com geoprocessamento desde a época que era a vapor rs. No início, havia softwares que levavam uma semana para processar a informação. Depois passamos para os PCs. Recentemente, participei da criação do DataGeo, um portal avançado de geoprocessamento que integra diversos dados. Foi uma experiência profissional e de vida muito importante. Nesses 30 anos de casa, a SMA é praticamente um filho adulto.”
Arlete Tieko Ohat é diretora do Departamento de Informações Ambientais, da CPLA – Coordenadoria de Planejamento Ambiental.
Célia Poeta
“É muito marcante o fato de ter recebido várias vezes o retorno positivo da população depois de solucionar questões de incomodidade. Foi o caso de uma senhora portuguesa, dona Argentina, que morava ao lado de uma fábrica que emitia forte odor. Foi um caso bem difícil, mas no fim, o processo de fabricação foi alterado e dona Argentina ficou tão feliz que quis até dar presente, mesmo sendo minha obrigação como agente público. O fato é que a gente realmente pode ajudar a melhorar a vida das pessoas. ”
Celia Poeta é assistente executiva da Diretora de Controle e Licenciamento Ambiental da Cetesb.
Dorothy Carmen P. Casarini
“Entrei na Cetesb trazida pelo Prof. Samuel Murgel Branco, meu orientador de doutorado, para ficar dois anos. Troquei a USP de São Carlos e acabei ficando na Cetesb até hoje. Os 27 anos que trabalhei na sede, ao lado da SMA, foram a melhor universidade que já cursei. Aí estão os bons profissionais que conhecem o assunto ambiental no Brasil. Aqui encontrei apoio e parceiros comprometidos com a questão ambiental, que além da saúde humana permeia varias áreas do conhecimento. Obrigada ao Sistema Ambiental Paulista! ”
Dorothy Carmen P. Casarini é bióloga da Cetesb.
Isabel Fonseca Barcellos
“Sou Engenheira Agrônoma e ‘descobri’ o meio ambiente depois de formada. Em 1988, a questão ambiental não passava pela nossa formação profissional. Foi trabalhando no Vale do Ribeira que descobri o DEPRN e a questão ambiental. Me apaixonei pela SMA, que era uma secretaria nova e nos deu muito espaço para ser criativo e correr atrás de soluções e resultados. 30 anos depois, isso ainda é possível. Principalmente porque agrega pessoas que trazem convicção na causa ambiental. ”
Isabel Fonseca Barcellos é diretora do Departamento de Biodiversidade da CBRN – Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais.
Katia Maria Diniz

“O desequilíbrio bioquímico das espécies nativas da Mata Atlântica que cobriam a Serra do Mar, em Cubatão, foi um dos estudos comprovados por nossa equipe. Foi um dos sintomas, detectados por nós, de que a vegetação estava metabolicamente deficiente, com pouca capacidade de se desenvolver naturalmente, apresentando estresse por poluição. Nossos sítios de estudo tinham seus poluentes atmosféricos bem caracterizados e conseguimos observar, por meio de análise de aminoácidos livres das espécies botânicas, que estes poluentes interferiam no metabolismo estressado da planta. ”
Katia Maria Diniz é farmacêutica-bioquímica da Cetesb.
Mara Lemos

“A minha parcela de contribuição foi o estudo fitossociológico da Cetesb feito na Serra do Mar, publicado em 1989. Foi difícil realizar. Precisávamos nos apoiar em árvores-alta declividade, lotado de plantas espinhosas. Ficávamos pretos de pó, fora o calor e os insetos. Levamos especialistas alemães que se impressionaram com as dificuldades. Mantovani identificou as plantas, Marisa Cury passou os desenhos para impressão.”
Mara Lemos é bióloga da Cestesb.
Roney Perez dos Santos

“De 1986 até 1996 trabalhei com recuperação de ecossistemas na Cetesb. O projeto de maior visibilidade que desenvolvemos foi a recuperação da vegetação degradada por poluentes utilizando o plantio aéreo em Cubatão. Após duas campanhas de plantio, em aproximadamente 60 Km², passamos a monitorar o crescimento. Durante dois anos foram visitadas 21 parcelas regularmente para medir e contar as novas plantas, em algumas penduradas por cordas no meio da Serra do Mar, além dos experimentos em laboratório com material coletado em campo. Os dados mostraram que havíamos previsto, meio milhão de árvores estavam crescendo.”
Roney Ferez dos Santos é diretor de Centro da Coordenadoria de Fiscalização Ambiental – CFA.
Sandra Regina Visnadi
“Entre todas as atividades que realizei, considero importante a manutenção e o manejo da coleção de briófitas no Jardim Botânico de São Paulo, desde 2004. Essas plantas cobriam solo erodido, atualmente recuperado e coberto por gramíneas. Também cobrem barrancos, impedindo desmoronamentos de terra pela chuva e amenizando o assoreamento nos lagos dos Bugios e do Hidrofitotério, além de embelezar muito mais a paisagem do jardim.”
Sandra Regina Visnadi é pesquisadora Científica do Instituto de Botânica.




