A voz doce que conquistou Itapetininga e região

Quem entra em contato com a Ouvidoria da Semil e escuta aquela voz gentil não imagina a linda história da Maria Mércia Lisboa. Nascida em Angatuba, filha do maestro Antonio Lisboa, seu primeiro contato com a arte foi muito antes de aprender a andar.  Aos nove anos, tocava clarinete na banda do pai, a Lira Angatubense. 

Aluna de música no Conservatório Dramático e Musical Dr.Carlos de Campos, de Tatuí, Maria Mércia conta com alegria que sua maior realização foi o convite para cantar na orquestra de seu irmão, Edil Lisboa. A partir de 1962, foi crooner da Orquestra PanAmérica, de Itapetininga. Com amplo repertório, ela se empenhava muito em enriquecê-lo cada vez mais.  

Com sorriso nos olhos, lembra que os bailes aconteciam nos fins de semana, enquanto nos dias úteis era locutora da Rádio Difusora de Itapetininga. Começou a apresentar  o programa Clube do Ouvinte, fez o Jornal do Meio-Dia, além de gravações de comerciais que eram veiculados na emissora.

Em meados dos anos 60, ainda na Difusora, foi escalada para participar de radionovelas, uma novidade naquela época que fez tanto sucesso que montaram um cast para se apresentar em alguns teatros do interior paulista. 

Maria Mércia defendeu as cores do Lions Club como Rainha do Carnaval de Itapetininga. Participou de programas de calouros na televisão na Capital e chegou a ter  destaque em primeiro lugar no Programa Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi – então o principal apresentador da televisão brasileira.

Formada em Direito e com 41 anos de serviço, embora nunca tenha advogado, fez com que esses conhecimentos permitissem o desenvolvimento de seu trabalho. Atualmente, Maria Mércia integra a equipe da Ouvidoria da Semil, área responsável por escutar os anseios e queixas da população. Buscando o aprimoramento contínuo, ela conta que está contente com as novas atribuições na pasta. “Me sinto feliz por estar sendo devidamente dirigida por uma profissional capacitada, conhecedora da área e que está me transmitindo muita segurança. Já me apaixonei pelo que estou fazendo agora”, ressalta, ao elogiar a Ouvidora, Lie Shitara Schutzer.

Maria Mércia é movida por desafios, pelo bem-estar da família, por encontros com amigos e por um bom vinho. Para finalizar, sonha em conhecer Capri, uma ilha ao sul da Itália. Um dos seus filmes preferidos é “Cinema Paradiso” e a cor que mais gosta é verde.

 

ACOM: Qual tarefa ou projeto você considera sua conquista mais significativa na carreira até agora?   O que você mais gosta em sua profissão?

Maria Mércia: Trabalho desde os 14 anos. Acredito nas pessoas e na minha ascensão profissional; do meu trabalho gosto do aprendizado e do reconhecimento. 

ACOM: Quando você chegou na Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística?  Com o que trabalhava?

Maria Mércia: Vim para a Secretaria saindo do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, trazendo uma bagagem profissional que me ajudou muito no desenvolvimento do trabalho. 

ACOM: Por quais áreas passou aqui na pasta?  Como é um dia normal no seu trabalho?

Maria Mércia: Desde que aqui entrei (1991) até setembro/2023 estive trabalhando no NATA  –  Núcleo de Apoio Técnico Administrativo, dirigindo a área. Como diretora tinha que cuidar de todos os processos e documentos que entravam e tramitavam na Secretaria, um trabalho que demandava  muito empenho e atenção.  Atualmente, fui deslocada, a convite, para fazer parte da Ouvidoria, onde estou dando meus primeiros passos, com o mesmo entusiasmo de quando aqui entrei. 

ACOM: Quais são os principais desafios e oportunidades?  No seu ponto de vista, como é trabalhar na Semil?

Maria Mércia: Aprender, aprender sempre e aproveitar todas as oportunidades que me são oferecidas. Iniciei na pasta a convite do então Chefe de Gabinete da SMA, que fora meu chefe no IPESP. Trabalhar na Semil é encarar desafios de acordo com as necessidades da Secretaria. 

ACOM: Fale sobre a relação com seus colegas de trabalho.  Como você descreveria?

Maria Mércia: Minha relação com meus companheiros de trabalho é pautada sempre dentro do maior respeito. Aprendi que não existe um dia igual ao outro e que podemos adquirir  conhecimento com superiores e com subordinados. 

ACOM: Qual conselho daria para quem  está ingressando nessa carreira agora?

Maria Mércia: É um conselho com quatro palavras: humildade, perseverança, empenho e disciplina. 

ACOM: Como foi sua experiência com radionovelas?  Quando ocorreram as primeiras gravações?

Maria Mércia: Na Difusora de Itapetininga, fui escalada para participar de radionovelas, uma novidade naquela época, que fez tanto sucesso que montou-se um cast para se apresentar em alguns teatros do interior paulista.  Isso aconteceu na década de 1960. Atuei na peça de teatro que fez muito sucesso, “O beijo que era meu”.

ACOM: Qual foi o melhor presente?

Maria Mércia: Ter tocado na banda de música de Angatuba sob a regência do meu pai, maestro Antonio Lisboa. Quando cantava na Orquestra PanAmerica tinha um companheiro guitarrista, muito aplicado, boa gente, que tocou muito tempo conosco.  Pois bem, o tempo passou e esse músico, o Sidney, hoje é o Ray Conniff Cover;  tem sua banda e adquiriu os arranjos originais do grande band-leader que embalou bailinhos de muita gente.  O som é absolutamente igual.

ACOM:   Quais são seus planos para o futuro?

Maria Mércia: Viver na praia, poder viajar, ter boa saúde e ser feliz!