Aline Melo: quando cuidar dos parques é também cuidar das pessoas
Apaixonada por espaços públicos e pelo contato com as pessoas, Aline Melo encontrou nos parques urbanos um caminho para unir sua formação em arquitetura ao propósito de contribuir para o bem-estar coletivo. O que começou como um estágio, em 2020, transformou-se em uma carreira marcada pelo aprendizado constante, pela gestão de importantes equipamentos públicos e pelo compromisso com a qualidade dos espaços que fazem parte do cotidiano da população paulista.
Hoje, como coordenadora de Projetos e Parcerias da Diretoria de Parques Urbanos da Semil, Aline acompanha iniciativas voltadas à qualificação dos parques estaduais, ajudando a construir ambientes mais acolhedores, acessíveis e integrados à vida das pessoas. Ao longo de sua jornada, passou pela gestão do Parque da Água Branca, experiência que considera um dos momentos mais marcantes de sua carreira e que ampliou sua compreensão sobre a importância dos espaços públicos para a sociedade.
Curiosa por natureza, ela acredita que o aprendizado está em todos os lugares: nas conversas com colegas, nos projetos desenvolvidos pela secretaria e até mesmo nos passeios por parques, museus e espaços culturais da cidade.
Curta Semil: Como começou sua trajetória na Secretaria?
Aline Melo: Minha trajetória começou em 2020, quando entrei como estagiária na então estrutura que hoje integra a Semil. Sou arquiteta de formação e, naquela época, estava iniciando minha vida profissional. Foi também meu primeiro emprego, então tudo era muito novo para mim.
Ao longo desses anos, tive a oportunidade de atuar em diferentes funções. Trabalhei na sede, fui gestora do Parque da Água Branca por um período e depois retornei para a área de projetos e parcerias. Essa vivência em diferentes frentes me permitiu conhecer melhor a gestão dos espaços públicos e compreender como as políticas voltadas ao meio ambiente impactam diretamente a vida das pessoas.
O mais interessante é perceber como uma trajetória que começou como estágio acabou se transformando em uma experiência profissional muito rica, marcada por aprendizado constante e pela oportunidade de crescer dentro da própria instituição.
O que te levou para a área ambiental?
Acredito que foram os parques. Desde o início, sempre tive interesse pelos espaços públicos e pela possibilidade de contribuir para a construção e qualificação desses ambientes. Isso tem muita relação com a arquitetura, que é justamente a área em que me formei.
Quando comecei a atuar mais diretamente com os parques, passei a enxergar a importância desses espaços para a qualidade de vida das pessoas. Eles são locais de convivência, lazer, cultura e contato com a natureza, e participar desse processo de cuidado e gestão acabou despertando ainda mais meu interesse pela área ambiental.
Foi um caminho bastante natural, porque consegui unir minha formação profissional a um propósito que considero muito importante.
Qual é o seu papel hoje na Semil?
Hoje atuo como coordenadora de Projetos e Parcerias e trabalho diretamente com iniciativas relacionadas aos parques urbanos. Gosto de explicar minha função de uma forma bastante simples: meu trabalho é contribuir para que a experiência das pessoas nesses espaços seja cada vez melhor.
Buscamos desenvolver projetos que qualifiquem os parques, ampliem as oportunidades de uso desses locais e fortaleçam sua função social e ambiental. Existe um trabalho técnico importante nos bastidores, envolvendo planejamento, parcerias, acompanhamento de projetos e diálogo com diferentes equipes.
No fim das contas, o objetivo é garantir que esses espaços continuem cumprindo seu papel de promover bem-estar e qualidade de vida para a população.
Como o trabalho mudou sua visão sobre a cidade?
Mudou completamente. Quando estamos estudando, temos uma percepção mais teórica sobre os espaços urbanos. Mas, quando passamos a trabalhar diretamente com a gestão desses locais, entendemos toda a complexidade que existe por trás deles.
Hoje percebo que nenhum espaço público funciona sozinho. Existe uma grande rede de profissionais que atua diariamente para garantir que parques, áreas verdes e equipamentos públicos estejam disponíveis para a população.
Essa experiência me fez valorizar ainda mais esses espaços e compreender o quanto eles são importantes para a construção de cidades mais humanas, acolhedoras e sustentáveis.
Qual experiência mais marcou sua trajetória?
Sem dúvida, o período em que fui gestora do Parque da Água Branca. Estar na gestão de um parque significa estar muito próximo das pessoas, acompanhando o dia a dia do espaço e entendendo como ele é utilizado pela população. É uma experiência bastante diferente da atuação administrativa, porque você está em contato direto com os frequentadores e com as demandas que surgem diariamente.
Foi um período intenso, de muito aprendizado, especialmente em relação à comunicação, à tomada de decisões e à resolução de desafios cotidianos. Além disso, desenvolvi um carinho muito grande pelo parque e por tudo o que ele representa para quem o frequenta.
O que mais te motiva como profissional?
O aprendizado. Uma das coisas de que mais gosto no meu trabalho é a possibilidade de aprender constantemente. A área em que atuamos é extremamente multidisciplinar e isso faz com que todos os dias sejam diferentes.
Tenho a oportunidade de conversar com profissionais de diferentes formações, conhecer novos projetos e entender temas variados. Essa troca de experiências é algo que considero muito valioso e que me motiva a continuar crescendo profissionalmente.
O que a Semil representa para você?
A Semil representa um ambiente de aprendizado e colaboração. Estou aqui desde o início da minha vida profissional e tudo o que aprendi ao longo desses anos foi construído com a ajuda das pessoas que trabalham comigo. Sempre encontrei colegas dispostos a ensinar, compartilhar conhecimento e contribuir para o desenvolvimento das equipes.
Acredito que esse espírito colaborativo é uma das características mais marcantes da secretaria e algo que faz muita diferença para quem está construindo sua trajetória profissional.
O que você espera para os próximos anos?
Gostaria de acompanhar a conclusão de alguns projetos importantes que estão em andamento. Entre eles, estão iniciativas ligadas às parcerias privadas nos parques e também um projeto social que prevê a implantação de um viveiro e de um restaurante-escola no Parque do Jacuí. São ações que possuem potencial para gerar impactos positivos para as comunidades locais e fortalecer ainda mais a relação entre os parques e a população.
Participar dessas entregas e acompanhar seus resultados é algo que considero muito importante para os próximos anos.
E fora do trabalho, quais são seus hobbies?
Gosto muito de caminhar e conhecer lugares novos. Tenho interesse especial por espaços culturais, parques, museus e locais que contem histórias sobre a cidade e sobre as pessoas que vivem nela. Sempre gostei de observar como os espaços públicos são utilizados e de entender as diferentes formas de ocupação e convivência que surgem nesses ambientes. Essa curiosidade acaba dialogando bastante com meu trabalho. Já fui inúmeras vezes ao terraço do Edifício Martinelli e é um dos meus lugares favoritos na cidade.
Também pratico badminton, um esporte que gosto muito por ser inclusivo e acessível para pessoas de diferentes idades.
Você tem animais de estimação?
Tenho três cachorras: Flor, Jade e Lola. Todas são adotadas e cada uma chegou à família de uma forma diferente. Duas vieram de processos de adoção e uma delas foi encontrada ainda filhote depois de ter sido abandonada.
Elas fazem parte da minha rotina e representam muito do que acredito sobre cuidado, responsabilidade e afeto.
Como você gostaria de ser lembrada pelos colegas?
Gostaria de ser lembrada como alguém que esteve sempre disposto a aprender e a colaborar. Grande parte da minha trajetória profissional foi construída dentro da Semil e tive a sorte de encontrar pessoas que me ensinaram muito ao longo desse caminho. Espero também ter contribuído para essa troca de conhecimento e para a construção de um ambiente acolhedor e colaborativo.
Mais do que cargos ou projetos, acredito que são as relações construídas ao longo da jornada que deixam as marcas mais importantes.