“Estou muito feliz!Consegui chegar onde eu queria. Quando a gente faz o que gosta, é um prazer e não um trabalho”, enfatiza Mutue Toyota Fujii. Aos 73 anos, mãe de Noemia e Ricardo, avó de Arthur (7 anos) e Thomas (1 ano), ela se tornou pesquisadora por influência da família. Curiosa desde pequena, sempre quis ser cientista para ir além e saber a origem das coisas, principalmente, das algas marinhas – muito presentes na cultura e culinária japonesa. Atualmente, é Diretora do Departamento de Gestão do Conhecimento do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA).

Nascida em Queiroz, no interior de São Paulo, começou como pesquisadora técnica de laboratório no Instituto de Botânica em 1976, na época vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura. Ao longo de 47 anos de carreira, Mutue, viu inúmeras transformações na área, inclusive com a participação de outras grandes pesquisadoras. Entre suas mentoras estão duas pioneiras no conhecimento das algas no Brasil, Marilza Cordeiro Marino e Noemy Yamaguishi Tomita, já falecidas.

Além disso, fez duas expedições para coleta de dados na estação brasileira de pesquisa localizada na Antártica, e o acervo rendeu a publicação do livro “Macroalgas marinhas da Antártica”. Mutue colaborou, também, com o desenvolvimento e avanços de estudos, que se transformou no livro “O Brasil e o Mar no Século XXI – subsídios para o aproveitamento sustentável do mar Brasileiro “, publicado pela editora Cembra.

Apaixonada pela região costeira, ela explica que busca incentivar e orientar os estudantes para que se especializem. “O que cada um desempenha faz toda diferença, devemos trabalhar com o que gostamos, vislumbrando parcerias e oportunidades. O mar é cheio de riqueza ainda inexplorada e deve ser conhecido,” conclui.

Conheça mais o trabalho: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/ipa/2023/02/quebrando-barreiras-mulheres-extraordinarias-que-fazem-ciencia-no-ipa/.