Servidores da Semil e da Cetesb foram operados após esperas dentro do Sistema Nacional de Transplantes

 

Celebrado no dia  27 de setembro, o Dia Nacional de Doação de Órgãos tem a importância de conscientizar a população. Quem quiser doar, é preciso comunicar esse desejo à própria família, para que, após a morte, os familiares possam autorizar a retirada de órgãos e tecidos, e os disponibilizar para transplantes. Também há doações que podem ser feitas em vida, como um rim, um pedaço de pulmão e certos tecidos (medula óssea e córnea).

Na Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a servidora Vilna Missio é portadora de ceratocone, uma deformação no globo ocular que, em estágios avançados, pode levar à perda total da visão. Em duas oportunidades ela passou por transplantes – por questões fisiológicas individuais, o corpo rejeitou as córneas recebidas para o olho direito. Apesar das dificuldades, ela incentiva a prática da doação.

“A espera na fila é dolorosa demais e me coloco no lugar de quem precisa de um órgão vital. É preciso consciência da população quanto à necessidade de ajudar o próximo!”, declara. Vilna entrou pela primeira vez na fila de transplantes em São Paulo, em 1990, depois em São José do Rio Preto, em 1992. A cirurgia foi realizada em 1997, na capital paulista, mesmo ano em que foi criado o Sistema Nacional de Transplantes, serviço unificado administrado pelo SUS. 

“Meu segundo transplante foi em 2018 e havia entrado na fila em 2015, foram três anos e seis meses de fila”, relata. Ela afirma a evolução na qualidade desde a unificação do serviço. “Sim, houve melhora. A dificuldade mesmo é a falta de órgãos disponíveis”, afirma a servidora, que se enquadra como deficiente sensorial, com visão monocular.

O sentimento é compartilhado pelo biólogo Claudio Roberto Palombo, que há 43 anos trabalha na Cetesb. De acordo com ele, que recebeu um rim via transplante, o atendimento do SUS é excelente. “Só a oferta de órgãos precisa ser maior, por isso, a importância das campanhas de doação. Que seja feito até um apelo espiritual. Mas o corpo médico é muito preparado, eles sabem atender a necessidade de cada um”, afirma.

Portador da Síndrome de Berger, uma doença renal, Palombo entrou no Sistema Nacional de Transplantes em 2008 e foi operado em 2015, período ao qual ficou sujeito a periódicas sessões de hemodiálise. Ele, porém, prefere não usar o termo “fila”. “Poderia ter durado mais de sete anos, mas tem gente que consegue em um mês. Tudo depende da compatibilidade do órgão com o paciente, urgência etc. São muitos fatores”, ponderou.

Para mais informações sobre doação de órgãos, procure a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

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