Jairo Ciati: quatro décadas de dedicação ao serviço público e busca contínua por evolução na Semil
Uma das pessoas mais longevas e cheias de histórias para contar é o diretor técnico do Departamento de Protocolos da Semil: Jairo Ciati. Com mais de 40 anos como servidor público, ele percorreu gerações e governos ao longo de sua carreira. Ingressou na carreira pública como auxiliar de serviços gerais, atendendo às demandas ligadas à Secretaria de Estado de Obras e do Meio Ambiente, em fevereiro de 1983; ainda muito jovem e repleto de objetivos para alcançar.
Ao longo das últimas 4 décadas, trabalhou em áreas administrativas, passando pela manutenção, comunicação, arquivos, direção de compras e também com serviços atribuídos ao gabinete, entre outras. Com isso, absorveu experiências que lhe permitiram conhecer muitas pessoas que agregaram à sua vida pessoal e, principalmente, profissional.
Atualmente, desempenha um papel essencial na Semil, pois é responsável por todo o controle e arquivamento dos documentos que entram e saem, sejam físicos ou digitais, da secretaria. Ele também faz parte da Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso (Cada), órgão responsável por identificar o tipo de documento, sua sigilosidade e o grau de importância.
Ciati ainda recebe e encaminha processos internos e externos, libera e acompanha as demandas da sua equipe, presta informações ao Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), entre outras tarefas.
Mais velho de seus irmãos, que também são servidores públicos, se espelha em seu pai, sua grande inspiração e admiração pela vida, que trabalhou no Tribunal de Justiça. “Sempre foi uma pessoa batalhadora, correta, religiosa, com quem aprendi muito e esse reflexo me ajudou a me tornar quem sou hoje”, conta.
Apaixonado por esporte e arte, ele procura praticar seus hobbies de maneira saudável. Deixou de encarar o futsal, por exemplo, como algo competitivo, tratando-o mais como uma diversão e uma forma de desenvolvimento físico. Já com pincel e tinta em mãos, deixa sua imaginação guiá-lo, nem sempre com um significado explícito, mas certamente com algo que vem de dentro de si.
Para além de sua trajetória na carreira como servidor público, ele completa que já se sente satisfeito por ter conquistado na vida aquilo que, quando menor, sonhava alcançar. Porém, reforça que há dentro de si o desejo de sempre buscar mais, de evoluir conforme as pessoas e os materiais evoluem ao seu redor, principalmente em absorver e aprender coisas novas todos os dias. “Sinto que ainda não cheguei na ponta do iceberg, mas falta um pequeno pedaço para chegar lá”, destaca.
Curta Semil – Quanto tempo você já atua como servidor público? E qual é o principal papel do seu departamento na Semil?
Jairo Ciati – Pela contagem do pessoal, dizem que tenho 40 anos de serviço público, e de fato eu tenho, e até um pouquinho mais. Sempre trabalhei na parte administrativa, comecei nessa secretaria quando era denominada “Secretaria do Meio Ambiente e Obras”, e foi passando a cada governo, alterando seu local e nomenclatura inúmeras vezes, até chegar em 2019, quando a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente veio para cá, em Pinheiros.
Eu acredito que todas as pessoas que iniciam seus serviços na secretaria deveriam passar um tempo no departamento de protocolo, para começar a entender o que é um documento, qual o valor de cada documento que recebemos e enviamos para outras secretarias, outros órgãos e assim criar uma raiz e compreender melhor todo o processo.
Como iniciou sua trajetória acadêmica e profissional até chegar no seu cargo atual dentro da Semil?
Sou formado em Administração. Meu primeiro emprego com registro em carteira foi em uma empresa metalúrgica, onde atuei como ajudante geral. Mesmo sem uma profissão definida, ajudei a equipe dessa empresa. Nessa mesma época, com 15 anos, estudava para finalizar a escola, e foi um período bem puxado, pois trabalhava durante o dia e estudava à noite.
Depois de 1 ano e meio, saí dessa empresa, procurei outros empregos até que meu pai conseguiu me inserir numa copiadora, onde aprendi a usar as máquinas de xerox, tirar cópias de processos que os funcionários do Fórum levavam, inclusive de processos de grandes famosos da época. Realizei cursos sobre essas máquinas, aprendendo a manuseá-las, e isso me ajudou a entender muito sobre este campo.
Após este serviço, que não era registrado, nos anos 80, prestei dois concursos: um para o Tribunal de Justiça e outro para trabalhar em órgãos do governo, sem um destino definido. Fui chamado para este segundo, tive que comparecer e escolher em qual secretaria havia sido aprovado.
Quem é o Jairo fora do expediente de trabalho? O que você mais gosta de fazer?
Gosto muito de esporte, pratico bastante também. Sempre que consigo, faço uma corrida, sem forçar, apenas para manter o desenvolvimento do meu corpo e testar minha resistência. Jogo bola também, desde futsal, grama sintética até campo. Com o tempo, mudei minha filosofia: deixei de jogar para competir e passei a levar o esporte como uma forma de diversão e descontração com meus amigos.
Também gosto muito de arte, de desenhar em quadros e pintá-los, com a mão livre, por imaginação ou copiando alguma outra arte já existente.
Sobre os quadros, que são também um dos seus hobbies, de onde vem essa paixão? Quando você descobriu que possuía esse dom?
Sempre me destaquei nas matérias de artes desde o tempo de escola. Teve uma vez, devia ter uns 11 para 12 anos, quando eu e um colega tivemos que fazer uma atividade para apresentar na exposição. Como já possuía uma facilidade em desenhar, decidimos fazer um quadro.
Mesmo sendo difícil encontrar, e principalmente, não tendo condições de comprar uma tela para pintura, eu mesmo preparei a minha com um tecido de chão novo de algodão da minha mãe, fiz também o suporte de madeira e o molde, e assim, seguimos para o que seria preparado. Me arrisquei, peguei o lápis, usei minha imaginação e o esboço do desenho foi se desenvolvendo. Foi exposto, mas quando chegou o dia da professora devolver as atividades, notamos que ela não entregou a nossa. Questionei o porquê, e ela, com um sorriso no rosto, disse: “Olha, gostei tanto do trabalho de vocês, ficou tão bonito, que peguei para mim, e já está na minha casa”. Nossa, essa com certeza foi a maior nota que podíamos receber.
Atualmente, na sua visão geral sobre si, o que você acha que o Jairo de 18 anos diria sobre quem se tornou e onde chegou o Jairo de hoje?
Olha, penso dessa forma: se eu parasse para ver, lá com meus 15 anos, quando já estava estudando e trabalhando ajudando meu pai, e olhasse onde cheguei, com o nível que alcancei, eu diria que estou satisfeito. Entretanto, sempre quero evoluir mais, sinto que ainda não cheguei na ponta do iceberg, mas falta um pequeno pedaço para chegar lá.
Perfil – Jairo Ciati é diretor técnico no departamento de Protocolos da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).