Eliane Milan: uma trajetória de dedicação e mudanças no Recursos Humanos da Semil
Eliane Milan, psicóloga e diretora técnica do Departamento de Recursos Humanos da Semil, construiu uma carreira de 36 anos dedicada ao serviço público. De estagiária, assumiu cargos de crescente responsabilidade até liderar o RH da Semil, onde se empenha para criar um ambiente de trabalho colaborativo e por implementar programas de capacitação para os servidores.
Ao longo de sua trajetória, Eliane enfrentou desafios significativos, como o diagnóstico de câncer, que a fortaleceu emocionalmente e a inspirou a adotar uma abordagem mais humana no trabalho. Ela acredita que o RH vai além das funções administrativas, sendo um espaço que pode cuidar das pessoas e transformar o ambiente profissional.
Fora do trabalho, ela equilibra sua vida pessoal com hobbies que incluem esportes de aventura, como rapel e rafting, que considera uma válvula de escape e uma forma de renovar sua energia. Mãe de gêmeos de 30 anos, ela valoriza o tempo com a família e amigos, e acredita que sua experiência pessoal, incluindo a superação do câncer, reforçou sua determinação em continuar fazendo a diferença no serviço público.
Curta Semil: Quem é Eliane Milan?
Eliane Milan: É uma psicóloga de 52 anos, casada e mãe de gêmeos de 30 anos e que trabalha na Semil há 36 anos, mais da metade da minha vida .
Qual é sua trajetória profissional na Semil?
Comecei como estagiária, passei em concurso público em 1992, atualmente exerço a função de diretora técnica do Departamento de Recursos Humanos. Crescer em um uma área tão dinâmica foi um aprendizado contínuo, pois quem acha que RH é sempre a mesma coisa, se engana. Temos uma piada interna: Nunca saberemos tudo porque sempre surgem situações novas!
O que motiva você a continuar no serviço público após 36 anos de carreira?
O que mais me motiva é o impacto que podemos causar na vida das pessoas. No RH, lidamos com a (jornada profissional) vida funcional dos servidores, mas também com os desafios pessoais que eles enfrentam. Acredito que posso fazer a diferença, seja por meio de um programa de capacitação ou simplesmente oferecendo uma escuta atenta. Acredito que, quando realmente queremos, podemos produzir a mudança em nós mesmos e melhorar o ambiente a nossa volta. Então por que não tentar?
Qual foi o maior desafio que enfrentou em sua trajetória na Semil?
Sem dúvida, a maior dificuldade foi equilibrar as demandas profissionais com os desafios pessoais. Enfrentei um diagnóstico de câncer enquanto liderava uma equipe e isto demandou muita força emocional. As pessoas que trabalham comigo foram acolhedoras e não faltaram desejos de boa sorte e orações sinceras.
Sou grata por ter pessoas tão especiais e tão próximas! Mas esse período também me trouxe resiliência e a certeza de que, com apoio e dedicação, é possível superar qualquer obstáculo.
Quais são seus planos para o futuro no RH da Semil?
Continuar modernizando o departamento e expandir nossos programas de bem-estar. Quero implementar mais iniciativas voltadas à saúde mental e ao desenvolvimento pessoal dos servidores. Além disso, gostaria de criar uma cultura de comunicação mais ativa, na qual todos sintam que tenham voz e possam contribuir para a melhoria do ambiente de trabalho. O Estado está trabalhando neste sentido, acredito que as mudanças que já estão acontecendo, são parte desta nova maneira de ser administração direta.
Como você equilibra a vida profissional com a pessoal?
Eu acredito muito no poder de reservar momentos para cuidar de mim mesma e da minha família. O trabalho é parte importante da minha vida, mas também aprendi a valorizar meus hobbies e o tempo de qualidade com as pessoas que amo. Os esportes de aventura, por exemplo, são minha válvula de escape. Bora fazer um rapel!? Adoro momentos ao ar livre, conversar com pessoas divertidas e inteligentes, esse tipo de atividade renova a mente e o espírito.
Por que o foco na humanização do RH ?
Acredito que a essência do ser humano é a conexão. Muitas vezes, em ambientes corporativos, essa conexão se perde em meio a processos e burocracias. Eu sempre senti que o RH tinha o potencial de ir além de um departamento administrativo, de ser um lugar que cuida das pessoas. Essa foi a minha motivação para propor mudanças que priorizem a saúde mental e o bem-estar dos servidores. Ainda temos uma demanda grande operacional, rotinas comuns a todos os RHs do Estado, mas estamos fazendo um esforço grande para implementar novos projetos. É muito importante salientar que a gestão atual tem apoiado e cobrado esse tipo de resultado.
Quais foram os momentos mais marcantes de sua carreira na Semil?
Tive muitos momentos importantes, mas um dos mais marcantes foi quando passamos por um incêndio e perdemos tudo que havia no DRH. Tivemos perdas de funcionários próximos, momentos difíceis e poderíamos listar outros acontecimentos marcantes, mas também posso destacar outros tipos de memórias, momentos que apoiamos uns aos outros e superamos desafios. Acredito que a realização dos concursos e o consequente o ingresso de mais de 450 novos servidores foi um dos momentos que mais geraram demanda, porém mais gratificantes no DRH.
Outro que foi quando recebi apoio incondicional dos meus colegas durante o tratamento do câncer. Isso me mostrou a força das relações que construímos ao longo dos anos.
Como você lida com as pressões e desafios no ambiente de trabalho?
Aprendi a importância de manter a calma e ter uma visão estratégica. Nem sempre é fácil, especialmente quando você lida com pessoas e suas diferentes expectativas, mas sempre procura soluções que sejam benéficas para todos. Além disso, o suporte da minha equipe e a prática de esportes me ajudam a liberar o estresse. Se colocar no lugar do outro é um ótimo exercício.
O que você considera fundamental para o sucesso em uma carreira no serviço público?
Dedicação, empatia e resiliência. O serviço público exige muito comprometimento, e, às vezes, os resultados demoram a aparecer. Mas se você trabalha com paixão e acredita na importância do que faz, o reconhecimento e a satisfação virão. Saber se colocar no lugar do outro também é essencial, especialmente quando lidamos com diferentes necessidades e desafios dos servidores. É fundamental entender a diferença entre trabalhar na iniciativa privada e na administração pública. Trabalhar na Semil é um privilégio!
Como você descreve suas amizades dentro da Semil?
Tenho amigas de longa data, uma muito especial que é Luzia. Ela me acompanhou durante toda minha carreira e sempre está disponível para ajudar. É a pessoa mais doce que conheço. Citar cada nome aqui deixaria essa conversa um pouco longa. Pensando nessas amizades, passa um filme na memória: quantas pessoas especiais já passaram e quantas estão aqui, bem pertinho. Só posso agradecer.
Como foi sua experiência como mãe de gêmeos enquanto equilibrava uma carreira desafiadora?
Foi uma aventura! Criar dois meninos ao mesmo tempo, enquanto construía minha carreira, precisou de muito planejamento. Foi um desafio, mas, ao mesmo tempo, uma alegria imensa. Acredito que só quem passou por esse processo maternidade enquanto trabalhava entende o quanto requer da mãe e profissional. Hoje olhando para trás, só posso dizer que valeu a pena. Sempre falo que se tem um investimento que dá retorno garantido é o investimento nas crianças! Meus filhos são uma fonte constante de inspiração e motivação, e ver o quanto eles cresceram e se tornaram adultos incríveis é meu maior orgulho.
Você enfrentou um câncer. Como essa experiência afetou sua visão sobre a vida e o trabalho?
Essa experiência me transformou profundamente. Passei a valorizar mais as pequenas coisas e me preocupar menos com aquilo que não posso controlar. Lembro que passei por esse processo bem no meio da pandemia. Entrei no hospital sozinha porque não era permitido acompanhantes. Claro, as lágrimas correram. Se isso não mudar uma pessoa, não sei o que mais pode. A gente entende que a vida é mais do que estávamos percebendo, a visão é ampliada. No trabalho, isso me fez ter uma abordagem mais humana e empática.
Fora do trabalho, como é a Eliane?
Amo estar com minha família. Sou casada e mãe de gêmeos, Gabriel e Raphael, de 30 anos. Gosto também de passar tempo com meus amigos e não dispenso um esporte radical
Que esportes você pratica e desde quando os esportes de aventura fazem parte da sua vida?
Rapel, Rafting, tirolesa, stand up paddle e trilhas. A emoção e a liberdade que essas experiências proporcionam curam a alma. Comecei fazendo rapel de 35 metros, quando se dá conta está descendo 100 metros, rindo e apreciando tudo ao redor. Daí foi só aumentado a curiosidade pelos outros esportes. Ainda tem muito para descobrir. Estamos programando um passeio de balão. Depois de passar por uma perda e por câncer, eu me reencontrei nesses esportes .
E quais são seus hobbies?
Sou viciada em palavras cruzadas e adoro um bom filme com pipoca. Café, então… compro grãos para moer em casa e preparo um café fresco, sem açúcar, claro. Adoro!
Jogo rápido
- Livro – Orgulho e Preconceito, Jane Austen (sou uma eterna romântica)
- Filme – Antes de Partir (Sempre choro)
- Passeio – ao ar livre, cidades pequenas
- Comida – churrasco (filha de catarinenses e esposa de gaúcho)
- Ama – a vida (como disse, sou romântica)
- Odeia – mentira e falsidade (sem comentário, não dá pra aturar)
- Sonho – Ainda quero desenvolver algum novo talento, quem sabe pintura, fotografia!