Outubro é o mês em que campanhas de conscientização reforçam a importância da prevenção ao câncer de mama. Segundo o do diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Marcelo Antonini, existem diferentes tipos de câncer de mama, e nem todos são agressivos.

Segundo ele, a detecção precoce aumenta consideravelmente as chances de cura. Os tratamentos disponíveis incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo, dependendo do estágio e do tipo de tumor.

“O câncer ocorre quando as células da mama começam a crescer de forma descontrolada, formando um tumor. Esse tumor pode ser sentido na forma de um caroço ou nódulo na mama. Mas, em alguns casos, ele não é detectado ao toque e só aparece em exames, como a mamografia”, alerta Antonini.

“Os principais sinais de alerta para o câncer de mama incluem, além da presença de um nódulo ou caroço na mama ou na região das axilas, alterações no formato ou no tamanho da mama, retração ou desvio do mamilo, secreção anormal pelo mamilo (principalmente sanguinolenta), pele da mama com aspecto de “casca de laranja”, vermelhidão ou inchaço. Muitas vezes, o câncer de mama pode ser assintomático no início, daí a importância dos exames regulares”, diz o diretor.

O médico acrescenta que a hereditariedade desempenha um papel importante em alguns casos de câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) que tiveram a doença, ou que carregam mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, têm um risco aumentado.

Além da predisposição genética, outros fatores de risco são o envelhecimento, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, exposição prolongada ao estrogênio (como terapia hormonal e menarca precoce) e histórico de radiação torácica.

“Para mulheres com alto risco que tenha história familiar de câncer de mama ou mutações genéticas, a recomendação pode ser iniciar o rastreamento mais cedo, após avaliação médica. Contudo, os exames de rastreamento, como a mamografia, são recomendados a partir dos 40 anos para todas as mulheres, de acordo com as diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)”, completa o especialista.

O dr. Marcelo destaca que estar atenta aos sinais e fazer os exames de rotina é fundamental para um possível diagnóstico precoce. Além disso, deve-se manter uma alimentação saudável desde a juventude, praticar atividades físicas e evitar o consumo de álcool e tabaco.