Cada gesto conta: uso consciente da água começa no nosso dia a dia
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) lança nas próximas semanas uma campanha de comunicação interna com o objetivo de reduzir o consumo e o desperdício de água. Intitulada “Água: Uso consciente é compromisso de todos”, a ação integra-se à campanha estadual “Gota por Gota” e visa engajar servidores por meio de orientações práticas e mudança de hábitos.
O apelo da campanha vai escapar da retórica de economia financeira – embora relevante – e se ancorar em um argumento mais profundo e estratégico: a água é insumo vital para a saúde pública, a produção de alimentos, a geração de energia e a manutenção dos ecossistemas. Seu uso irracional no serviço público, portanto, não é apenas um mau exemplo; é uma contradição operacional e uma vulnerabilidade. Economizar água, neste contexto, torna-se um ato de responsabilidade fiscal, ambiental e social, diretamente ligado à capacidade do Estado de garantir serviços essenciais à população no longo prazo.
Com a campanha, a Semil ainda sinaliza que o governo elegeu a administração pública como linha de frente na batalha por uso racional de água. A justificativa é clara e urgente: dados apontam para a crescente pressão sobre os reservatórios paulistas e a economia dentro das repartições públicas é vista como um imperativo ético e uma demonstração de liderança pelo exemplo.
A campanha será um comando unificado. Ela reúne além da Semil, a Cetesb, a Companhia das Docas de São Sebastião, o DER, a Fundação Florestal e a SP Águas em uma frente integrada.
“O movimento indica uma tentativa de criar um protocolo único de gestão hídrica na máquina estadual, eliminando vícios locais e disseminando as melhores práticas de forma coordenada. É a técnica de guerra aplicada à gestão de recursos: esforço concentrado para atingir o objetivo”, explica o secretário-executivo da Semil, Anderson Oliveira.
O que já está sendo feito — e como você faz parte disso
A racionalização do uso da água nos prédios ocupados pela Semil e pela CETESB é tratada como política permanente de gestão predial. Ao longo dos últimos anos, foram identificados e corrigidos pontos recorrentes de desperdício, especialmente relacionados a aparelhos sanitários e torneiras obsoletas, além de vazamentos. Como resultado, todos os equipamentos hidráulicos passaram a ser gradualmente substituídos por modelos economizadores, hoje adotados como padrão em quaisquer intervenções, com a instalação adicional de redutores de vazão para ampliar a eficiência do consumo.
O uso da água é acompanhado de forma contínua por meio da leitura diária dos medidores de entrada, o que permite identificar rapidamente variações fora do padrão e acionar as equipes de manutenção para a localização e correção de vazamentos. Complementarmente, a sede conta com sistemas de aproveitamento de água de chuva, que captam volumes das coberturas de diferentes edifícios e os destinam ao uso em bacias sanitárias e ao sistema de resfriamento do ar-condicionado, reduzindo a demanda por água potável.
As rotinas operacionais também seguem critérios de uso racional. Na limpeza predial, o consumo concentra-se nos sanitários, sem utilização de mangueiras, e na lavagem eventual do piso de granito da entrada principal com máquina de alta pressão, apenas quando necessário. Nos demais ambientes, são priorizados métodos de baixo consumo hídrico, como varrição, limpeza com MOP e panos úmidos. Em áreas técnicas, equipamentos laboratoriais de maior consumo foram substituídos por alternativas mais eficientes, e os projetos hidrossanitários adotam exclusivamente dispositivos economizadores.
Esse conjunto de ações é apoiado por comunicados internos e materiais visuais e tem caráter permanente. Servidores e equipes terceirizadas de limpeza e segurança comunicam de forma recorrente situações de vazamento ou desperdício ao setor de manutenção, permitindo o acompanhamento contínuo do consumo e a adoção de medidas corretivas sempre que necessário.