Especialista alerta para riscos da desidratação e orienta escolhas leves; água pura segue a melhor aliada

Beber água mesmo sem sentir sede é a principal recomendação para evitar desidratação durante períodos de temperaturas elevadas. A orientação é da nutricionista Rose Pagliuso, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

A especialista reforça que, embora alimentos ricos em água – como melancia, melão, pepino e alface – e bebidas como água de coco e chás gelados ajudem na hidratação, apenas a água pura repõe de forma eficaz os líquidos perdidos pela transpiração.

Para tornar o consumo mais prazeroso, Rose sugere preparar águas saborizadas com gengibre, laranja, limão, hortelã ou outras frutas. A estratégia, segundo ela, estimula a ingestão ao longo do dia e pode ser adaptada ao gosto pessoal.

A nutricionista alerta ainda que bebidas alcoólicas, cafeína e excesso de açúcar têm efeito contrário e contribuem para a desidratação. Por isso, recomenda evitar refrigerantes e sucos industrializados.

Refeições mais leves e proteínas magras – No verão, o organismo enfrenta maior dificuldade para digerir alimentos, já que precisa de mais líquidos para regular a temperatura corporal. Diante disso, Rose orienta priorizar preparações leves e evitar frituras, embutidos e comidas ricas em sal e açúcar.

Entre as fontes de proteína mais indicadas estão frango desfiado, atum, ovos cozidos, queijo branco, muçarela de búfala, tofu e rosbife.

As frutas da estação, como manga, morango, kiwi, melão, abacaxi, acerola e maçã, também entram na lista de recomendações, seja como sobremesa ou lanches intermediários.

Sorvete de fruta e cuidados com conservação – Para quem busca refrescar sem abrir mão da saúde, a sugestão é trocar o sorvete tradicional por versões à base de água, sem leite e sem adição de açúcar. “Garante o refresco necessário, tem menos calorias e é opção para quem evita lactose”, explica a nutricionista.

Rose também faz um alerta sanitário: com o calor, os alimentos estragam mais rápido. A má conservação favorece a proliferação de microrganismos, elevando os riscos de intoxicação alimentar, infecções, diarreia e vômito.