{"id":1170,"date":"2015-10-29T14:09:40","date_gmt":"2015-10-29T16:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/?p=1170"},"modified":"2017-01-26T21:57:30","modified_gmt":"2017-01-26T23:57:30","slug":"funcionarios-da-cetesb-tambem-aderem-as-bikes-para-trabalhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/2015\/10\/funcionarios-da-cetesb-tambem-aderem-as-bikes-para-trabalhar\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rios da Cetesb tamb\u00e9m aderem \u00e0s \u201cbikes\u201d para trabalhar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">As bicicletas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o ve\u00edculos de uso exclusivo de crian\u00e7as e adolescentes em suas brincadeiras ou em r\u00e1pidos deslocamentos at\u00e9 a casa de amigos. Cada vez mais, adultos \u2013 homens e mulheres \u2013 est\u00e3o usando as \u201cmagrelas\u201d como meio de transporte, em substitui\u00e7\u00e3o aos carros. \u00c9 verdade que as bicicletas ganharam um apelido mais moderno, \u201cbikes\u201d, mas a fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma.<\/span><\/p>\n<p>Antigamente, nos bairros mais afastados, trabalhadores que n\u00e3o podiam comprar um autom\u00f3vel utilizavam as \u201cmagrelas\u201d em seu dia a dia. Depois, a eleva\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo e a facilidade de cr\u00e9dito fizeram com que a frota de autom\u00f3veis em S\u00e3o Paulo saltasse de 3,42 milh\u00f5es, em 2004, para 5,05 milh\u00f5es, em 2014, mas isso, paradoxalmente, fez com que aumentasse o n\u00famero de \u201cbikes\u201d nas ruas.<\/p>\n<p>Estimulados pela busca de qualidade de vida, consci\u00eancia ambiental e para fugir dos congestionamentos, temos hoje cada vez mais executivos, m\u00e9dicos, secret\u00e1rias e outros profissionais pedalando nas ruas. Na Cetesb, \u00e9 a mesma coisa. Todos os dias, cerca de 50 funcion\u00e1rios chegam logo de manh\u00e3 em suas bicicletas, lotando os dois biciclet\u00e1rios existentes na sede, em Pinheiros.<\/p>\n<p>O casal Agnaldo e Joenice faz parte desse grupo. Todos os dias, eles v\u00eam de sua resid\u00eancia na Vila Leopoldina, vencendo os cinco quil\u00f4metros em cerca de 20 minutos, utilizando exclusivamente as ciclovias da regi\u00e3o. E aguardam, ansiosamente, a conclus\u00e3o dos pouco mais de 200 m para a ciclovia chegar em frente \u00e0 Cetesb.<\/p>\n<p>Nem todos t\u00eam a mesma sorte. Vitor de Lima Costa, geof\u00edsico, oito anos na Cetesb, trabalha no Setor de Avalia\u00e7\u00e3o e Apoio ao Gerenciamento do Uso do Solo. Mora em Pinheiros, a apenas dois quil\u00f4metros do local de trabalho, e h\u00e1 dois anos faz o trajeto de bicicleta. Para vir \u00e9 \u201cmoleza\u201d, leva s\u00f3 sete minutos, mas para voltar para casa tem de enfrentar uma subida que o faz gastar o dobro do tempo. Al\u00e9m disso, metade do trecho \u00e9 em ciclovias e a outra metade em ruas comuns.<\/p>\n<p>Jesu\u00edno Romano, qu\u00edmico, 38 anos na Cetesb, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos alterna o uso de carro e de bicicleta para vir ao trabalho. S\u00e3o tr\u00eas quil\u00f4metros, dez minutos para vir, mas 25 minutos para voltar. \u201cPr\u00e1 vir \u00e9 s\u00f3 descida, eu nem suo, mas para voltar \u00e9 s\u00f3 subida e subidona\u201d, diz.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/ambientenet\/2015\/10\/291001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1172\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/ambientenet\/2015\/10\/291001.jpg\" alt=\"291001\" width=\"600\" height=\"402\" \/><\/a><\/p>\n<h2><b>Qualidade de vida<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Todos s\u00e3o un\u00e2nimes em dizer que o uso de bicicletas, deixando de lado a vida sedent\u00e1ria de motoristas de autom\u00f3veis, d\u00e1 novo \u00e2nimo e mais disposi\u00e7\u00e3o para o dia a dia de trabalho. \u00c9 o que diz Agnaldo Ribeiro Vasconcellos, 56 anos, 41 na Cetesb, h\u00e1 13 anos no Setor de Atendimento a Emerg\u00eancia. Qu\u00edmico, est\u00e1 fazendo mestrado no Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (IPEN), na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/span><\/p>\n<p>\u201cQuando vinha de carro, \u00e0s vezes, em dias de chuva ou em dias de congestionamento, levava 40 minutos ou mais para chegar \u00e0 Cetesb, sem contar o mau humor, o \u201cstress\u201d, a dificuldade para estacionar e tudo o mais.\u201d Junto com a esposa, Joenice Barreto Matos Vasconcellos, do Setor de Engenharia, tecn\u00f3loga em constru\u00e7\u00e3o civil, com p\u00f3s em Gest\u00e3o Ambiental, 23 anos na Cetesb, vem pedalando praticamente todos os dias, fa\u00e7a chuva, fa\u00e7a sol.<\/p>\n<p>\u201cCom a ciclovia pronta, senti-me estimulada a vir de bicicleta para o trabalho\u201d, explica Joenice. Ciclista ocasional, a J\u00f4, como \u00e9 conhecida, morou um ano em Tokushima, no Jap\u00e3o, em um treinamento oferecido pela Secretaria do Meio Ambiente. L\u00e1, aprendeu a usar a bicicleta como meio de transporte: \u201cFazia praticamente tudo de bicicleta, l\u00e1, eu era respeitada como ciclista, curti pedalar\u201d.<\/p>\n<p>O casal investiu cerca de R$ 3 mil nas \u201cbikes\u201d, incluindo roupas coloridas, capacetes, sinalizadores, pois \u201c\u00e9 preciso ficar bem vis\u00edvel para os motoristas, por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Para Vitor Costa, a bicicleta faz parte da sua rotina, desde a inf\u00e2ncia em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo, onde nasceu. Desde cedo, utilizou muito esse meio de transporte e, quando tem oportunidade, pratica corrida de aventura. \u201c\u00c9 um tri\u00e1tlon na natureza, num percurso de 35 km, sendo 20 de bicicleta, 10 de corrida a p\u00e9 e mais cinco remando em caiaque\u201d.<\/p>\n<h2>\u00a0<b>Mudan\u00e7a de conceitos<\/b><\/h2>\n<p>Jesu\u00edno usava a bicicleta antes mesmo da Prefeitura de S\u00e3o Paulo come\u00e7ar a implantar ciclovias. \u00c9 inteiramente favor\u00e1vel ao plano de dotar a cidade com 400 km de vias para bicicletas, dos quais 356,8 km j\u00e1 est\u00e3o prontas.<\/p>\n<p>\u201cO mais importante nisso \u00e9 que estamos mudando a rela\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a cidade, estabelecendo um novo conceito de ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os urbanos\u201d, explica o qu\u00edmico. \u201cO fechamento do Minhoc\u00e3o e da Paulista ao tr\u00e2nsito de ve\u00edculos, nos finais de semana, mostra como os paulistanos interagem com a cidade, fazendo aflorar o lado humano que estava amortecido, escondido dentro dos carros com os vidros fechados\u201d, completa.<\/p>\n<p>\u201cO uso da bicicleta vai al\u00e9m do prazer, envolve a quest\u00e3o da mobilidade, muda o comportamento pol\u00edtico do cidad\u00e3o, que passa a ocupar o espa\u00e7o antes exclusivo dos carros, e passa a exigir mais do executivo, mais transporte coletivo\u201d, afirma Joenice. E ela cobra uma sinaliza\u00e7\u00e3o mais adequada, um mobili\u00e1rio urbano planejado para o uso de bicicletas.<\/p>\n<p>Lembra ainda que s\u00e3o poucas as mulheres que v\u00eam trabalhar na Cetesb de bicicleta. \u201c\u00c9, talvez, uma quest\u00e3o cultural, mas isso tamb\u00e9m est\u00e1 mudando\u201d, diz Joenice que, \u00e0s vezes, vem de saia, com shortinho por baixo. \u201cTiro o salto alto, coloco na cestinha e pedalo com sand\u00e1lias\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As bicicletas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o ve\u00edculos de uso exclusivo de crian\u00e7as e adolescentes em suas brincadeiras ou em r\u00e1pidos deslocamentos at\u00e9 a casa de amigos. 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