{"id":6404,"date":"2025-03-10T16:33:29","date_gmt":"2025-03-10T19:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/?p=6404"},"modified":"2025-03-10T16:33:29","modified_gmt":"2025-03-10T19:33:29","slug":"governo-de-sp-alerta-para-circulacao-de-febre-amarela-e-reforca-papel-dos-macacos-na-vigilancia-da-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/2025\/03\/governo-de-sp-alerta-para-circulacao-de-febre-amarela-e-reforca-papel-dos-macacos-na-vigilancia-da-doenca\/","title":{"rendered":"Governo de SP alerta para circula\u00e7\u00e3o de febre amarela e refor\u00e7a papel dos macacos na vigil\u00e2ncia da doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>O governo do Estado de S\u00e3o Paulo emitiu um alerta sobre a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela em territ\u00f3rio paulista, destacando a import\u00e2ncia dos macacos como &#8220;sentinelas naturais&#8221; para a detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a. Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, os primatas n\u00e3o transmitem o v\u00edrus, mas s\u00e3o fundamentais para indicar a presen\u00e7a do agente infeccioso em determinadas regi\u00f5es, permitindo que as autoridades adotem medidas preventivas. At\u00e9 o momento, foram registrados 14 casos e nove mortes em humanos, al\u00e9m de 30 ocorr\u00eancias em primatas n\u00e3o humanos nas regi\u00f5es de Ribeir\u00e3o Preto, Campinas, Barretos, Bauru e Osasco.<\/p>\n<p>A febre amarela voltou a preocupar as autoridades sanit\u00e1rias ap\u00f3s um aumento significativo de casos em 2025, reacendendo o sinal de alerta no estado. O v\u00edrus foi detectado pela primeira vez nas regi\u00f5es norte e noroeste de S\u00e3o Paulo em 2016, com um surto mais expressivo em 2017, principalmente na regi\u00e3o de Campinas. Naquele ano, a confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em \u00e1reas como Mairipor\u00e3 e Caieiras, na Grande S\u00e3o Paulo, levou ao fechamento tempor\u00e1rio de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, como o Parque Estadual da Cantareira, e \u00e0 morte de primatas em 40 munic\u00edpios. Na \u00e9poca, a desinforma\u00e7\u00e3o gerou persegui\u00e7\u00f5es aos macacos, especialmente aos bugios, erroneamente associados \u00e0 transmiss\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A Coordenadoria de Fauna Silvestre (CFS), da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Log\u00edstica (Semil), refor\u00e7a que os macacos s\u00e3o aliados no combate \u00e0 febre amarela, atuando como indicadores da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus antes que ele atinja humanos. \u201cEles n\u00e3o transmitem a doen\u00e7a, que \u00e9 propagada exclusivamente por mosquitos. Os primatas s\u00e3o essenciais para a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica\u201d, explica Paloma Arakaki, coordenadora da Comiss\u00e3o Pr\u00f3 Primatas Paulistas (CPPP), vinculada \u00e0 CFS. Para fortalecer o monitoramento, a CPPP coordena o Grupo de Assessoramento em Sa\u00fade \u00danica (GASU), que acompanha a febre amarela em primatas e apoia a\u00e7\u00f5es integradas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em caso de encontro com macacos apresentando comportamento anormal, como dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o, equil\u00edbrio ou vis\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o deve registrar a ocorr\u00eancia no aplicativo SISSGEO, da Fiocruz, vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. \u00c9 proibido capturar ou transportar os animais. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 acionar o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal (GCM) ambiental ou a \u00e1rea de zoonoses da Secretaria de Sa\u00fade local.<\/p>\n<p>A CFS tamb\u00e9m orientou empreendimentos de fauna cadastrados no sistema de gest\u00e3o do estado a redobrar a aten\u00e7\u00e3o a casos de primatas doentes ou mortos. \u201c\u00c9 essencial colocar telas em portas e janelas dos recintos para evitar a entrada de mosquitos. Em caso de suspeita, o animal deve ficar em observa\u00e7\u00e3o por 10 dias em \u00e1rea isolada. Se houver \u00f3bito, \u00e9 preciso comunicar imediatamente a Secretaria de Sa\u00fade para coleta de amostras\u201d, explica H\u00e9lia Maria Piedade, especialista ambiental e diretora no Centro Regional de Gest\u00e3o de Fauna Silvestre da Semil.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>A febre amarela silvestre \u00e9 end\u00eamica no Brasil, com maior incid\u00eancia na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, mas tamb\u00e9m afeta o Centro-Oeste, Sudeste e Sul em ciclos epid\u00eamicos. O v\u00edrus \u00e9 transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos dos g\u00eaneros Haemagogus e Sabethes, que se proliferam em ocos de \u00e1rvores com \u00e1gua acumulada. O governo de S\u00e3o Paulo refor\u00e7a a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o, do uso de repelentes e da conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para evitar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, protegendo tanto humanos quanto a fauna silvestre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semil refor\u00e7a que os macacos s\u00e3o aliados no combate \u00e0 febre amarela, atuando como indicadores da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus antes que ele atinja humanos<\/p>\n","protected":false},"author":53,"featured_media":6427,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[213,4,11],"tags":[337,474,473],"class_list":["post-6404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-em-pauta","category-destaque-home","category-noticias","tag-curta-semil","tag-febre-amarela","tag-primatas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6405,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6404\/revisions\/6405"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}