{"id":8231,"date":"2025-12-11T12:08:30","date_gmt":"2025-12-11T15:08:30","guid":{"rendered":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/?p=8231"},"modified":"2025-12-11T12:09:47","modified_gmt":"2025-12-11T15:09:47","slug":"museu-do-ipiranga-recebe-mostra-do-pintor-frances-debret","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/ambientenet\/2025\/12\/museu-do-ipiranga-recebe-mostra-do-pintor-frances-debret\/","title":{"rendered":"Museu do Ipiranga recebe mostra do pintor franc\u00eas Debret"},"content":{"rendered":"<p><em>Exposi\u00e7\u00e3o apresenta 35 gravuras originais do pintor franc\u00eas ao lado de releituras dessas obras produzidas por 20 artistas contempor\u00e2neos<\/em><\/p>\n<p>\u201cDebret levou uma vida dupla no Brasil. Ele era pintor da corte e, ao mesmo tempo, um artista que sentava na sarjeta e desenhava o cotidiano do Rio de Janeiro e o que via nas ruas.\u201d \u00c9 o que diz a jornalista Gabriela Longman, curadora da exposi\u00e7\u00e3o Debret em Quest\u00e3o \u2013 Olhares Contempor\u00e2neos, em cartaz no Museu do Ipiranga, que exibe 35 gravuras originais de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), ao lado de pe\u00e7as de 20 artistas contempor\u00e2neos que fazem releituras da obra do pintor franc\u00eas. As gravuras de Debret foram emprestadas pela Biblioteca Brasiliana Guita e Jos\u00e9 Mindlin (BBM) da USP, pelo Instituto Ita\u00fa Cultural e pelo Instituto Moreira Salles. Inaugurada no dia 25 de novembro, a mostra fica em cartaz at\u00e9 maio de 2026, com entrada gr\u00e1tis.<\/p>\n<p>Debret morou no Brasil entre 1816 e 1831, acompanhou a passagem da Col\u00f4nia para o Imp\u00e9rio e, em suas pinturas e desenhos, registrou a cultura escravocrata local. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um desdobramento do livro Rever Debret, do soci\u00f3logo franc\u00eas Jacques Leenhardt \u2013 tamb\u00e9m curador da mostra \u2013, publicado em 2023 pela Editora 34. Na obra, Leenhardt pesquisa a produ\u00e7\u00e3o de Debret e dos contempor\u00e2neos que trabalham com releituras de obras do artista franc\u00eas, explorando a rela\u00e7\u00e3o entre imagens do passado e imagens atuais.<\/p>\n<p>Os artistas contempor\u00e2neos presentes na exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o de todas as regi\u00f5es do Brasil, al\u00e9m de tr\u00eas estrangeiros. A sele\u00e7\u00e3o, com alguns j\u00e1 presentes na pesquisa inicial de Leenhardt e outros adicionados depois da publica\u00e7\u00e3o do livro, transmite a diversidade t\u00edpica da arte contempor\u00e2nea, segundo Longman. N\u00e3o s\u00f3 no que se refere a suportes, como pintura, fotografia, instala\u00e7\u00e3o, colagem digital e v\u00eddeo, mas tamb\u00e9m a abordagens. \u201cExiste uma diversidade de estrat\u00e9gias discursivas para olhar as imagens do passado, desde a ironia, a brincadeira e o humor, at\u00e9 as que trazem a seco essas imagens de viol\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p><strong>Viagem Pitoresca e Hist\u00f3rica ao Brasil<\/strong><\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de Debret, como observador das quest\u00f5es sociais, n\u00e3o foram veiculadas no Brasil na \u00e9poca da sua produ\u00e7\u00e3o. Elas foram reunidas em seu livro Viagem Pitoresca e Hist\u00f3rica ao Brasil, lan\u00e7ado em 1834, ap\u00f3s seu retorno \u00e0 Fran\u00e7a. Entre os cerca de 800 desenhos e aquarelas levados a Paris, o artista transformou 152 em gravuras para o livro. Elas acompanhavam coment\u00e1rios textuais sobre o que o artista presenciou em seus 15 anos no Brasil, em uma esp\u00e9cie de \u00e1lbum iconogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 um retrato sobre a natureza, os costumes e o cotidiano do Rio de Janeiro. Parte significativa dessa produ\u00e7\u00e3o inclu\u00eda pessoas negras escravizadas e ind\u00edgenas. Os registros da viol\u00eancia sofrida pela popula\u00e7\u00e3o negra s\u00e3o fortes e, por isso, a obra n\u00e3o prosperou inicialmente. A Biblioteca Imperial foi presenteada com um exemplar, mas recusou o volume porque a retrata\u00e7\u00e3o do regime escravocrata violento n\u00e3o condizia com a imagem que o Imp\u00e9rio queria difundir.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia praticada pela elite, Debret explicitou o protagonismo dos escravizados no Brasil. Mostrou as atividades pelas quais eles eram respons\u00e1veis, de forma a deixar claro que os negros eram os \u201catores essenciais na constru\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d, engenhosos em seus of\u00edcios, enquanto os europeus n\u00e3o executavam trabalhos \u00fateis ao desenvolvimento, como destaca o texto da mostra. Na s\u00e9rie de gravuras Pequena Enciclop\u00e9dia dos Of\u00edcios Exercidos pelos Negros, por exemplo, Debret destaca e ironiza a pregui\u00e7a dos portugueses, que os levava, frequentemente, a \u201crecusar qualquer moderniza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, sob o pretexto de que a m\u00e3o de obra for\u00e7ada era dispon\u00edvel e ilimitada\u201d.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, a recep\u00e7\u00e3o da obra n\u00e3o foi diferente: o livro foi um fracasso. Longman explica que as viagens pitorescas eram um tipo de publica\u00e7\u00e3o recorrente para mostrar lugares distantes e, de certa forma, ex\u00f3ticos. \u201cMas, via de regra, com um componente muito rom\u00e2ntico, idealizado e id\u00edlico. E a obra de Debret n\u00e3o tem nada disso. \u00c9 uma viagem pitoresca com um componente hist\u00f3rico forte, mostrando uma realidade que feria esse imagin\u00e1rio europeu de um para\u00edso tropical encantado.\u201d<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 na d\u00e9cada de 1940 que o livro de Debret foi traduzido e publicado no Brasil. O artista franc\u00eas ficou conhecido pela inclus\u00e3o de sua obra nos livros did\u00e1ticos brasileiros, principalmente a partir dos anos 1950. Na exposi\u00e7\u00e3o em cartaz no Museu do Ipiranga, esse fen\u00f4meno \u00e9 representado por uma mesa em que esses livros s\u00e3o mostrados. Debret tornou-se uma refer\u00eancia visual do per\u00edodo.<\/p>\n<p>A curadora explica que a presen\u00e7a das gravuras de Debret nos livros did\u00e1ticos cresceu ao longo das d\u00e9cadas, e a pr\u00f3pria t\u00e9cnica de impress\u00e3o mudou muito. Com isso, as ilustra\u00e7\u00f5es, que inicialmente eram pequenas, em preto e branco, ganharam mais espa\u00e7o. \u201cA Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP tem uma biblioteca dedicada a livros did\u00e1ticos de v\u00e1rias \u00e9pocas, que mostra bem isso\u201d, comenta Longman.<\/p>\n<p><strong>Revisitar o passado para pensar o futuro<\/strong><\/p>\n<p>Conhecer os retratos de viol\u00eancia produzidos por Debret pode ser um trauma para quem se v\u00ea representado neles. \u00c9 a esse sentimento que se refere o trabalho da artista maranhense G\u00ea Viana, a s\u00e9rie Atualiza\u00e7\u00f5es Traum\u00e1ticas de Debret, uma das obras presentes em Debret em Quest\u00e3o. Atrav\u00e9s de colagens e manipula\u00e7\u00e3o digital, a artista, de origem ind\u00edgena, utiliza as imagens de Debret que conheceu durante o per\u00edodo escolar para repensar o lugar das pessoas negras e ind\u00edgenas no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA G\u00ea pega imagens de sofrimento e opress\u00e3o para transformar em imagens de celebra\u00e7\u00e3o, de festa, de abund\u00e2ncia, de cor, de alegria. Abre uma perspectiva otimista em rela\u00e7\u00e3o a um presente, a um futuro, a um novo tempo\u201d, analisa a curadora Gabriela Longman. A artista reposiciona o protagonismo negro, que na obra de Debret aparece num lugar de dor, situando-o num espa\u00e7o de celebra\u00e7\u00e3o. G\u00ea Viana \u00e9 uma das artistas que est\u00e3o na pesquisa de Jacques Leenhardt desde o come\u00e7o, presente no mapeamento inicial do livro.<\/p>\n<p>Partindo da gravura Um Jantar Brasileiro, de Debret, em que os personagens negros escravizados est\u00e3o a servi\u00e7o em volta da mesa, Viana remonta a cena. Agora, com o t\u00edtulo Sentem para Jantar, a artista coloca uma fam\u00edlia negra sentada \u00e0 mesa, em um momento de uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra gravura de Debret, Aplica\u00e7\u00e3o do Castigo de A\u00e7oite, mostra um homem negro amarrado a um tronco, com a cal\u00e7a abaixada. Outro homem, \u00e0 esquerda, tem um a\u00e7oite erguido para bater nele, enquanto um guarda observa a dist\u00e2ncia, ao lado direito da imagem. Dessa obra, Viana fez a releitura Levantamento do Mastro. Festa do Divino Esp\u00edrito Santo, por meio de colagem digital. A artista coloriu a imagem, colocou o mastro vivo com frutas no lugar do homem preso no tronco e inseriu uma mulher negra, que decora o mastro com flores amarelas, al\u00e9m de outros personagens negros em volta, com cores vivas e em clima de festa. Assim, Viana rel\u00ea o retrato de viol\u00eancia feito por Debret, agora como uma celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia que a internet tem para a atual gera\u00e7\u00e3o de artistas \u00e9 destacada no trabalho de Denilson Baniwa, outro artista presente em Debret em Quest\u00e3o. Baniwa, natural do Amazonas, da aldeia Dari, \u00e9 artista multim\u00eddia e redesenha o Brasil visto por Debret nas gravuras sob uma perspectiva ind\u00edgena. Ele insere elementos tecnol\u00f3gicos nas imagens, como o s\u00edmbolo de wi-fi incorporado em Arqueiro Digital (2017) e monstros de videogame em Score 0003 (2022), ambas releituras da aquarela Caboclo, de Debret.<\/p>\n<p>A releitura de Heberth Sobral, mineiro, chama a aten\u00e7\u00e3o por incorporar bonecos Playmobil, cl\u00e1ssicos da sua produ\u00e7\u00e3o, nas cenas de Debret. Com fotografia digital impressa em tela, o artista recria Um Jantar Brasileiro e Negros Serradores de T\u00e1buas.<\/p>\n<p>Na obra de Debret, encontra-se a presen\u00e7a de m\u00e3es negras, usualmente relegadas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de ama de leite \u2014 mulher escravizada for\u00e7ada a amamentar crian\u00e7as dos senhores brancos, muitas vezes separadas de seus pr\u00f3prios filhos. A partir da presen\u00e7a dessas m\u00e3es nas gravuras, as artistas Isabel L\u00f6fgren, sueca-brasileira, e Patricia Gouvea, carioca, colam nas reprodu\u00e7\u00f5es objetos ligados \u00e0 cultura afro-brasileira e ao culto popular dos santos e orix\u00e1s, como guias, contas, cristais e lentes. Dessa forma, \u00e9 estabelecido um \u201celo reparador entre essas mulheres e as divindades que as protegem\u201d, de acordo com o texto da mostra.<\/p>\n<p>Jaime Lauriano, paulistano, est\u00e1 presente na exposi\u00e7\u00e3o com sua s\u00e9rie Justi\u00e7a e Barb\u00e1rie. O artista pl\u00e1stico revisita a hist\u00f3ria do Pa\u00eds, abordando as violentas rela\u00e7\u00f5es de poder da sociedade brasileira, da coloniza\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura. Na s\u00e9rie, Lauriano selecionou oito fotografias atuais de viol\u00eancia que circulam na m\u00eddia, com destaque para imagens em que homens negros s\u00e3o linchados.<\/p>\n<p>O artista aplicou as fotos em uma superf\u00edcie revestida por fitas adesivas. Para fazer uma liga\u00e7\u00e3o com o passado, ele nomeia essas imagens atuais por meio de t\u00edtulos das gravuras de Debret, como Negros ao Tronco e Aplica\u00e7\u00e3o do Castigo de A\u00e7oite. Assim a provoca\u00e7\u00e3o \u00e9 feita. A posi\u00e7\u00e3o que o homem negro se encontra nas fotografias modernas \u00e9 similar, se n\u00e3o igual, \u00e0 vista na obra do artista franc\u00eas do s\u00e9culo 19. Ao observar a sobreposi\u00e7\u00e3o entre passado e presente, o visitante pode questionar se houve mudan\u00e7a no Brasil ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Sandra Gamarra Heshiki, natural de Lima, vive entre a capital peruana e Madri, na Espanha. O trabalho da artista questiona os processos do mundo da arte, inclusive a circula\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o das obras. A artista reproduz gravuras de Debret como plano de fundo para cenas de natureza-morta.<\/p>\n<p>Uma das obras expostas \u00e9 Naturaleza Muerta sobre Aldea de Canta Gallo, releitura de Aldeia de Caboclos em Cantagalo, de Debret. A contraposi\u00e7\u00e3o entre as imagens divergentes provoca \u201cum questionamento sobre a forma como olhamos, visando tirar o espectador do h\u00e1bito de consumir imagens apressada ou automaticamente\u201d, de acordo com o texto da mostra.<\/p>\n<p>O trabalho de Rosana Paulino, artista doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA) da USP, \u201cinvestiga as marcas deixadas pela escravid\u00e3o, em especial na condi\u00e7\u00e3o das mulheres negras e nas possibilidades de reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e de suas mitologias\u201d.<\/p>\n<p>As imagens da natureza brasileira do s\u00e9culo 19 servem como uma das fontes materiais para Paulino. Ao retrabalhar ilustra\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de plantas, animais e pessoas que circularam, principalmente, em livros de autoria de viajantes europeus, como Viagem Pitoresca e Hist\u00f3rica ao Brasil, de Debret, a artista investiga como a ci\u00eancia, a religi\u00e3o e o progresso serviram como justificativa para a coloniza\u00e7\u00e3o, a escravid\u00e3o e o racismo. Esse interesse pode ser visto em algumas de suas colagens feitas com impress\u00f5es, gravuras e monotipias.<\/p>\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o, um espa\u00e7o \u00e9 dedicado a mostrar fotos do desfile de carnaval da Escola de Samba Acad\u00eamicos do Salgueiro, em 1959, no Rio de Janeiro, que teve Debret como tema. As imagens foram feitas pelo fot\u00f3grafo franco-brasileiro Marcel Gautherot (1910-1996).\u00a0 \u201cNa \u00e9poca n\u00e3o havia Samb\u00f3dromo. Ent\u00e3o voc\u00ea pode imaginar os passistas da Salgueiro desfilando pela Avenida Rio Branco, se apropriando das vestimentas da corte, das vestimentas da \u00e9poca senhorial, e tomando para si esse universo\u201d, comenta Longman. Numa superf\u00edcie instalada na sala, o visitante pode sentir a vibra\u00e7\u00e3o do samba-enredo, que reverbera no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa experi\u00eancia sensorial, a exposi\u00e7\u00e3o traz tamb\u00e9m reprodu\u00e7\u00f5es de obras em relevo para o p\u00fablico \u201cconhecer com as m\u00e3os\u201d, entre elas Regresso de Um Propriet\u00e1rio de Ch\u00e1cara, de Debret, e uma releitura de Dalton Paula, Assentar Volta \u00e0 Cidade Um Propriet\u00e1rio de Ch\u00e1cara. Caboclo, de Debret, tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel em reprodu\u00e7\u00e3o t\u00e1til, ao lado da releitura de Baniwa Arqueiro Digital, em alto-relevo. Todas possuem descri\u00e7\u00e3o em braile.<\/p>\n<p>Uma se\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicada \u00e0 arte-educa\u00e7\u00e3o. Nela encontram-se mesas escolares e caixas com quebra-cabe\u00e7as e jogos de mem\u00f3ria. Os visitantes podem sentar e brincar \u00e0 vontade. As atividades dialogam com os temas apresentados na exposi\u00e7\u00e3o e aproximam o p\u00fablico dela. As imagens que os quebra-cabe\u00e7as formam s\u00e3o reprodu\u00e7\u00f5es das obras expostas. Nos jogos de mem\u00f3ria, o visitante precisa encontrar a obra de Debret e junt\u00e1-la com a releitura contempor\u00e2nea correspondente.<\/p>\n<p>Para Longman, a mostra \u00e9 um convite a olhar as imagens com calma, sem a velocidade da sociedade p\u00f3s-moderna, com a no\u00e7\u00e3o de que elas est\u00e3o sujeitas a leituras que se modificam com o tempo e de que imagens t\u00eam hist\u00f3ria. \u201c\u00c9 um olhar cr\u00edtico que, do meu ponto de vista, extrapola a quest\u00e3o do Debret. \u00c9 uma quest\u00e3o da nossa rela\u00e7\u00e3o com o fluxo de materiais imag\u00e9ticos.\u201d<\/p>\n<p>Debret em Quest\u00e3o integra a Temporada Fran\u00e7a-Brasil 2025, iniciativa cultural que celebra os 200 anos de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre os dois pa\u00edses. Antes de ser inaugurada no Museu do Ipiranga, a mostra foi apresentada na Maison de l\u2019Am\u00e9rique Latine, em Paris, numa vers\u00e3o reduzida. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a \u00e9 muito diferente da do Brasil por v\u00e1rios motivos. Um deles \u00e9 que Debret n\u00e3o \u00e9 conhecido na Fran\u00e7a. A primeira tarefa foi apresentar Debret para esse p\u00fablico, apresentar a hist\u00f3ria do livro dele como n\u00f3s apresentamos aqui\u201d, explica Longman. Na Fran\u00e7a, foram expostas reprodu\u00e7\u00f5es de Debret, enquanto no Brasil, dada a estrutura do museu e os empr\u00e9stimos, est\u00e3o expostas as gravuras originais.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o Debret em Quest\u00e3o \u2013 Olhares Contempor\u00e2neos fica em cartaz no Museu do Ipiranga at\u00e9 17 de maio de 2026, de ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 17h (Parque da Independ\u00eancia, no Ipiranga, em S\u00e3o Paulo). Entrada gr\u00e1tis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o apresenta 35 gravuras originais do pintor franc\u00eas ao lado de releituras dessas obras produzidas por 20 artistas contempor\u00e2neos \u201cDebret levou uma vida dupla no Brasil. 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