{"id":11821,"date":"2025-03-21T10:00:11","date_gmt":"2025-03-21T13:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/?p=11821"},"modified":"2025-03-17T14:18:30","modified_gmt":"2025-03-17T17:18:30","slug":"21-de-marco-dia-internacional-das-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/2025\/03\/21-de-marco-dia-internacional-das-florestas\/","title":{"rendered":"21 de mar\u00e7o &#8211; Dia Internacional das Florestas"},"content":{"rendered":"<p><span data-contrast=\"none\">Em 21 de mar\u00e7o comemora-se o Dia Internacional das Florestas. A data \u00e9 celebrada pela ONU desde 2012 com o objetivo de conscientizar sobre a import\u00e2ncia de todos os tipos de florestas. Para isso, a cada ano \u00e9 escolhido um tema. Em 2022, o<\/span><\/p>\n<p>Em 21 de mar\u00e7o, comemora-se o <strong>Dia Internacional das Florestas<\/strong>. A data \u00e9 celebrada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), desde 2012, com o objetivo de conscientizar sobre a import\u00e2ncia de todos os tipos de florestas. Para isso, a cada ano \u00e9 escolhido um tema. Em 2022, o tema foi: \u201cFlorestas e produ\u00e7\u00e3o e consumo sustent\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>Floresta \u00e9 qualquer grande \u00e1rea coberta de \u00e1rvores ou outra vegeta\u00e7\u00e3o que produza madeira, onde vivem in\u00fameras esp\u00e9cies da flora e da fauna.\u00a0 As florestas se caracterizam por esp\u00e9cies de plantas de grande porte, e v\u00e1rios estratos (plantas com variadas alturas). Tamb\u00e9m s\u00e3o chamadas de mata, mato, bosque, capoeira e selva, entre outros nomes, elas podem ser densas ou abertas. O desenvolvimento de florestas de tipos distintos \u00e9 definido pelas diferen\u00e7as clim\u00e1ticas, de solo, topografia, pluviosidade e altitude.<\/p>\n<table style=\"border-collapse: collapse; width: 100%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; border-style: solid; background-color: #f0ffed;\"><em>Denomina-se &#8220;floresta&#8221; qualquer vegeta\u00e7\u00e3o que apresente predomin\u00e2ncia de indiv\u00edduos lenhosos, onde as copas das \u00e1rvores se tocam formando um dossel. Sin\u00f4nimos populares para florestas s\u00e3o: mata, mato, bosque, capoeira, selva. <\/em>(SNIF)<\/p>\n<p><em>Floresta &#8211; \u00e1rea medindo mais de 0,5 ha com \u00e1rvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou \u00e1rvores capazes de alcan\u00e7ar estes par\u00e2metros in situ. Isso n\u00e3o inclui terra que est\u00e1 predominantemente sob uso agr\u00edcola ou urbano.&#8221; (<\/em>FAO &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o Termos e defini\u00e7\u00f5es, utilizados na Avalia\u00e7\u00e3o Global dos Recursos Florestais (FRA))<\/p>\n<p><em>&#8220;Floresta \u00e9 uma \u00e1rea de no m\u00ednimo 0,05-1,0 ha com cobertura de copa (ou densidade equivalente) de mais de 10-30%, com \u00e1rvores com o potencial de atingir a altura m\u00ednima de 2-5 metros na maturidade in situ. Uma floresta pode consistir tanto de forma\u00e7\u00f5es florestais fechadas (densas), onde \u00e1rvores de v\u00e1rios estratos e suprimidas cobrem uma alta propor\u00e7\u00e3o do solo, quanto de florestas abertas. Povoamentos naturais jovens e todas as planta\u00e7\u00f5es que ainda atingir\u00e3o densidade de 10-30% e uma altura entre 2 e 5 metros s\u00e3o inclu\u00eddos como floresta, assim como \u00e1reas que normalmente fazem parte da \u00e1rea florestal e que est\u00e3o temporariamente desflorestadas como resultado da interven\u00e7\u00e3o humana, como a colheita ou causas naturais, mas cuja revers\u00e3o da floresta \u00e9 esperada.&#8221;<\/em> (UNFCCC &#8211; United Nations Framework Convention on Climate Change Acordo de Marrakesh e Declara\u00e7\u00e3o de Marrakesh)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Elas abrigam cerca de 80% da biodiversidade terrestre mundial, com mais de 60 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores, com caracter\u00edsticas muito distintas dependendo da regi\u00e3o. S\u00f3 em S\u00e3o Paulo, \u00e9 poss\u00edvel encontrar desde a densa Mata Atl\u00e2ntica, segunda maior floresta tropical do Brasil, at\u00e9 manguezais, cerrados, restinga e outros tipos. Para conhecer mais sobre os biomas paulistas, acesse o <strong>Cadernos de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental 4 \u2013 Biodiversidade:<\/strong> <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/caderno-4-biodiversidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/caderno-4-biodiversidade\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"border-collapse: collapse; width: 100%; margin-left: 40px;\">\n<tbody style=\"padding-left: 40px;\">\n<tr style=\"padding-left: 40px;\">\n<td style=\"width: 100%; border-style: solid; background-color: #f0ffed; padding-left: 40px;\">\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>TIPOLOGIAS FLORESTAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">A classifica\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de forma\u00e7\u00f5es florestais utilizadas pelo Servi\u00e7o Florestal Brasileiro \u00e9 a estabelecida pelo IBGE. Essa classifica\u00e7\u00e3o d\u00e1-se pelo Sistema Prim\u00e1rio Natural, que apresenta uma hierarquia de forma\u00e7\u00f5es florestais, sendo detalhadas primeiro pela fitossociologia e em seguida por estudos ecol\u00f3gicos. Nesse sistema est\u00e3o inclu\u00eddos todos os tipos de vegeta\u00e7\u00e3o ou Regi\u00f5es Fitoecol\u00f3gicas brasileiras, as Forma\u00e7\u00f5es pioneiras, os Ref\u00fagios Vegetacionais e as faixas de Tens\u00e3o Ecol\u00f3gica entre duas ou mais Regi\u00f5es Fitoecol\u00f3gicas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Regi\u00f5es Fitoecol\u00f3gicas ou Tipos de Vegeta\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Para entender a classifica\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante compreender o que significa cada classe. Veja a seguir a descri\u00e7\u00f5es de cada tipologia.<\/li>\n<li><strong>Floresta Ombr\u00f3fila &#8211;\u00a0<\/strong>A palavra ombr\u00f3fila tem origem grega e significa &#8220;amigo das chuvas&#8221;, o mesmo que pluvial de origem latina, e caracteriza uma forma\u00e7\u00e3o vegetal cujo desenvolvimento depende de regime de \u00e1guas pluviais abundantes e constantes.<\/li>\n<li><strong>Floresta Ombr\u00f3fila Densa &#8211;\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m conhecida como florestal pluvial tropical; possui uma vegeta\u00e7\u00e3o densa em todos os estratos (arb\u00f3reo, arbustivo, herb\u00e1ceo e lianas); ocorre em regi\u00f5es dos biomas Amaz\u00f4nia e zona costeira da Mata Atl\u00e2ntica onde o per\u00edodo biologicamente seco \u00e9 praticamente inexistente.<\/li>\n<li><strong>Floresta Ombr\u00f3fila Aberta &#8211;\u00a0<\/strong>\u00c9 uma varia\u00e7\u00e3o da floresta ombr\u00f3fila densa, sendo uma forma\u00e7\u00e3o florestal mais aberta, onde comumentemente observam-se combina\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies particulares em associa\u00e7\u00f5es (fascia\u00e7\u00f5es ou fascies); ocorre nas regi\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o entre o bioma Amaz\u00f4nico e as \u00e1reas vizinhas com mais dias secos do que nas regi\u00f5es onde ocorre Floresta Ombr\u00f3fila Densa.<\/li>\n<li><strong>Floresta Ombr\u00f3fila Mista &#8211;\u00a0<\/strong>Caracteriza-se como uma floresta ombr\u00f3fila, por\u00e9m com predom\u00ednio da esp\u00e9cie Araucaria angustifolia, e por isso \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como Mata de Arauc\u00e1ria; ocorre no Planalto Meridional (sul do Brasil), onde as chuvas s\u00e3o regularmente distribu\u00eddas ao longo do ano e as temperaturas s\u00e3o mais baixas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es com forma\u00e7\u00f5es ombr\u00f3filas.<\/li>\n<li><strong>Floresta Estacional Semidecidual &#8211;\u00a0<\/strong>\u00c9 tamb\u00e9m denominada Floresta Tropical Subcaducif\u00f3lia. Apresenta vegeta\u00e7\u00e3o condicionada pela dupla estacionalidade clim\u00e1tica: uma tropical com \u00e9poca de intensas chuvas de ver\u00e3o, seguida por estiagem acentuada e outra subtropical sem per\u00edodo seco, mas com seca fisiol\u00f3gica provocada pelo intenso frio do inverno, quando parte da vegeta\u00e7\u00e3o perde suas folhas. Ocorre em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil.<\/li>\n<li><strong>Floresta Estacional Decidual &#8211;\u00a0<\/strong>\u00c9 tamb\u00e9m denominada Floresta Tropical Caducif\u00f3lia. Sua vegeta\u00e7\u00e3o caracteriza-se por duas esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas bem demarcadas: uma chuvosa seguida de outro longo per\u00edodo biologicamente seco, onde a maior parte das esp\u00e9cies perde suas folhas. Ocorre em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil.<\/li>\n<li><strong>Campinarana &#8211;\u00a0<\/strong>Sin\u00f4nimo de campina, significa &#8220;falso campo&#8221;; caracteriza-se por vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa aberta dos p\u00e2ntanos com umidade. Ocorre na Amaz\u00f4nia.<\/li>\n<li><strong>Savana &#8211;\u00a0<\/strong>No Brasil, \u00e9 sin\u00f4nimo de Cerrado; caracteriza-se por vegeta\u00e7\u00e3o xeromorfa (adaptada a regi\u00f5es com pouca \u00e1gua) que ocorre preferencialmente em regi\u00f5es de clima estacional, podendo ocorrer tamb\u00e9m em clima ombr\u00f3filo. Caracteriza-se por \u00e1rvores baixas e arbustos espa\u00e7ados, associados a gram\u00edneas e geralmente apresentam troncos e ramos acentuadamente tortuosos e acinzentados. Ocorre no Planalto Central Brasileiro e em certas \u00e1reas da Amaz\u00f4nia e do Nordeste, em terreno geralmente plano.<\/li>\n<li><strong>Savana Est\u00e9pica &#8211;\u00a0<\/strong>No Brasil, o termo designa forma\u00e7\u00f5es vegetais como a Caatinga, Campos de Roraima, Chaco Sul-Mato-Grossense e Parque de Espinilho da Barra do Rio Quara\u00ed (RS); vegeta\u00e7\u00e3o tropical de caracter\u00edsticas est\u00e9picas (vide Estepe). Ocorre em regi\u00f5es com clima que se caracteriza por dupla estacionalidade.<\/li>\n<li><strong>Estepe &#8211;\u00a0<\/strong>Vegeta\u00e7\u00e3o submetida a dupla estacionalidade, uma fisiol\u00f3gica, provocada pelo frio das frentes polares e outra seca, mais curta, com d\u00e9ficit h\u00eddrico; apresenta composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica gram\u00edneo-lenhosa. Ocorre em regi\u00f5es pr\u00f3ximas aos p\u00f3los ou regi\u00f5es que apresentem homologia ecol\u00f3gica, como no extremo sul do Brasil, correspondendo \u00e0s Campanhas Ga\u00fachas e Campos Gerais Plan\u00e1lticos.<\/li>\n<li><strong>Forma\u00e7\u00f5es Pioneiras &#8211;\u00a0<\/strong>Vegeta\u00e7\u00e3o de primeira ocupa\u00e7\u00e3o em solos anteriormente sem vegeta\u00e7\u00e3o alguma, causada por processos naturais.<\/li>\n<li><strong>Subforma\u00e7\u00e3o Aluvial &#8211;\u00a0<\/strong>N\u00e3o varia topograficamente, apresentando sempre ambientes repetitivos nos terra\u00e7os aluviais dos fl\u00favios (margens dos cursos d&#8217;\u00e1gua).<\/li>\n<li><strong>Subforma\u00e7\u00e3o Terras baixas &#8211;\u00a0<\/strong>Ocorre geralmente em plan\u00edcies costeiras, altitude variando de 5 a 100m.<\/li>\n<li><strong>Subforma\u00e7\u00e3o Submontana &#8211;\u00a0<\/strong>Situada nas encostas dos planaltos e\/ou serras.<\/li>\n<li><strong>Subforma\u00e7\u00e3o Montana &#8211;\u00a0<\/strong>Situada nas encostas dos planaltos e\/ou serras.<\/li>\n<li><strong>Alto-montana &#8211;\u00a0<\/strong>Situada acima da forma\u00e7\u00e3o Montana, cume das serras.<\/li>\n<li><strong>\u00c1reas de tens\u00e3o ecol\u00f3gica &#8211;\u00a0<\/strong>Regi\u00f5es de contato entre duas ou mais tipologias vegetacionais onde as floras se interpenetram, formando comunidades indiferenciadas.<\/li>\n<li><strong>Ref\u00fagios Vegetacionais &#8211;\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m denominados &#8220;comunidades rel\u00edquias&#8221;, define-se como toda e qualquer vegeta\u00e7\u00e3o floristicamente e fision\u00f4mico-ecologicamente diferente do contexto geral da flora dominante, ocorrendo em situa\u00e7\u00f5es especial\u00edssimas como o caso de comunidades em altitudes acima de 1.800m.<\/li>\n<li><strong>Fascies &#8211;\u00a0<\/strong>Caracteriza-se por apresentar uma combina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies particulares, mais ou menos casuais, dentro de uma associa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 8pt;\">Fonte: SERVI\u00c7O FLORESTAL BRASILEIRO. SNIF: https:\/\/snif.florestal.gov.br\/pt-br\/conhecendo-sobre-florestas\/168-tipologias-florestais<\/span><\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em todo o mundo, as florestas fornecem trabalho a mais de 86 milh\u00f5es de pessoas e garantem o sustento de muito mais. A madeira \u00e9 usada em diversos setores, desde a fabrica\u00e7\u00e3o de papel, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios. Al\u00e9m disso, outros produtos s\u00e3o extra\u00eddos das florestas, como os \u00f3leos, frutos, sementes, folhas, ra\u00edzes, cascas e resinas. Esses produtos s\u00e3o utilizados em forma de alimento, medicamentos, cosm\u00e9ticos, mat\u00e9ria-prima de moradia, m\u00f3veis, utens\u00edlios, bioj\u00f3ias, entre outros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17338 alignleft\" src=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"504\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081-682x1024.jpg 682w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081-200x300.jpg 200w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081-768x1152.jpg 768w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/portaleducacaoambiental\/sites\/11\/2023\/03\/5081.jpg 1333w\" sizes=\"auto, (max-width: 504px) 100vw, 504px\" \/>Com tantas possibilidades de uso, \u00e9 preciso lembrar que as florestas s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria. Por isso, \u00e9 importante a realiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de manejo e do uso desses produtos. Assim, a popula\u00e7\u00e3o pode se beneficiar dos servi\u00e7os e produtos da floresta, ao mesmo tempo em que se gera renda com agrega\u00e7\u00e3o de valor de uso sustent\u00e1vel das florestas.<\/p>\n<p>Diversas pesquisas cient\u00edficas s\u00e3o realizadas para auxiliar na busca por formas alternativas de extra\u00e7\u00e3o de produtos florestais. Um exemplo, \u00e9 o cip\u00f3-titica (<em>Heteropsis flexuosa bunting<\/em>), estudado pela Embrapa, que \u00e9 utilizado em cestas e m\u00f3veis. Embora as ra\u00edzes do cip\u00f3 tenham elevado potencial de crescimento, podendo ultrapassar dois metros por ano, as pesquisas mostram que a explora\u00e7\u00e3o acima de 75% das ra\u00edzes maduras pode causar a morte da planta-m\u00e3e.<\/p>\n<p>Antes valorizado na perfumaria, durante muito tempo o pau-rosa (<em>Aniba rosaeodora<\/em>) deixou de ser mat\u00e9ria-prima devido ao risco de extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, para realizar a extra\u00e7\u00e3o de seu \u00f3leo, era necess\u00e1rio cortar o tronco da \u00e1rvore. Pesquisas recentes mostraram que outras partes que antes eram descartadas podem ser aproveitadas, como as folhas e galhos, aumentando em 25% a produ\u00e7\u00e3o de seu \u00f3leo. Estima-se que no futuro, toda a produ\u00e7\u00e3o seja baseada apenas nesses materiais alternativos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do manejo das florestas, \u00e9 importante que se invista na restaura\u00e7\u00e3o florestal, evitando crises de biodiversidade. Outra pr\u00e1tica sustent\u00e1vel \u00e9 a agrofloresta, que combina o plantio de \u00e1rvores ou arbustos com cultivos agr\u00edcolas e\/ou animais. Essa combina\u00e7\u00e3o pode ser feita de forma simult\u00e2nea ou em sequ\u00eancia temporal, trazendo benef\u00edcios econ\u00f4micos e ecol\u00f3gicos. Outra forma de apoiar o uso sustent\u00e1vel dos produtos florestais \u00e9 saber de onde vem o que voc\u00ea consome e apoiar quem tem pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis.\u00a0 Saiba mais sobre Sistemas Agroflorestais clicando aqui: <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/sistemas-agroflorestais\/\">https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/sistemas-agroflorestais\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><u>Saiba Mais: <\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Invent\u00e1rio Florestal Nacional (IFN).<\/strong> Dados abertos do Invent\u00e1rio Florestal Nacional do Brasil. Bras\u00edlia, DF: Servi\u00e7o Florestal Brasileiro (SFB). Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/snif.florestal.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/snif.florestal.gov.br\/<\/a><\/p>\n<p>Servi\u00e7o Florestal Brasileiro. SNIF. <strong>Florestas do Brasil &#8211; Dados e estat\u00edsticas<\/strong> (vers\u00e3o 2024): <a href=\"https:\/\/publicacoes-snif.florestal.gov.br\/florestasdobrasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/publicacoes-snif.florestal.gov.br\/florestasdobrasil\/<\/a><\/p>\n<p>SEMIL. <strong>Invent\u00e1rio da cobertura vegetal nativa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2022\/06\/inventario-da-cobertura-vegetal-nativa-do-estado-de-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br\/ipa\/2022\/06\/inventario-da-cobertura-vegetal-nativa-do-estado-de-sao-paulo\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 15 &#8211; Vida terrestre\u00a0<\/strong>Proteger, restaurar e promover o uso sustent\u00e1vel dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustent\u00e1vel as florestas, combater a desertifica\u00e7\u00e3o, travar e reverter a degrada\u00e7\u00e3o dos solos e travar a perda da biodiversidade. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs\/15\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs\/15<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>J\u00e1 sabe como ser\u00e1 sua celebrA\u00c7\u00c3O para o Dia Internacional das Florestas? Conta pra gente!\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"width: 97.0632%; height: 608px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"border-style: solid; border-color: #000000; background-color: #adf3ff; text-align: center;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Veja tamb\u00e9m o que j\u00e1 foi publicado sobre esse assunto no<br \/>\nPortal de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"border-style: solid; border-color: #000000;\">\n<ul>\n<li><strong>Dicion\u00e1rio Ambiental &#8211;<\/strong> <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/sistemas-agroflorestais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sistemas AgroFlorestais<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211;<\/strong> <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/caderno-4-biodiversidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caderno 4 \u2013 Biodiversidade<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211; <\/strong><a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/manual-para-formacao-de-brigadista-de-prevencao-e-combate-aos-incendios-florestais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manual para Forma\u00e7\u00e3o de Brigadista de Preven\u00e7\u00e3o e Combate aos Inc\u00eandios Florestais<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211; <\/strong><a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/roteiro-metodologico-para-a-elaboracao-de-plano-operativo-de-prevencao-e-combate-aos-incendios-florestais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Roteiro Metodol\u00f3gico para a Elabora\u00e7\u00e3o de Plano Operativo de Preven\u00e7\u00e3o e Combate aos Inc\u00eandios Florestais<\/a><\/li>\n<li><strong><strong>Prateleira Ambiental &#8211; <\/strong><\/strong><a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/sistemas-agroflorestais-com-uso-de-especies-nativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sistemas Agroflorestais com uso de esp\u00e9cies nativas<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211;\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/10338-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Passado Magn\u00edfico da Ilustra\u00e7\u00e3o e da Pesquisa Cient\u00edfica no Servi\u00e7o Florestal do Estado de S\u00e3o Paulo<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211;<\/strong> <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/floresta-recriada-tem-hoje-mais-de-100-especies-de-arvores-nativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Floresta recriada tem hoje mais de 100 esp\u00e9cies de \u00e1rvores nativas<\/a><\/li>\n<li><strong>Prateleira Ambiental &#8211;\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/prateleira-ambiental\/desmatamento-e-recuperacao-florestal-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desmatamento e recupera\u00e7\u00e3o florestal<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"border-style: solid; border-color: #000000; background-color: #cccccc;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Fa\u00e7a parte do\u00a0<strong>Whatsapp do Portal<\/strong>\u00a0e fique por dentro do que<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/KGBMPgZ4DHQ5JxPHTkOz9u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Acontece no Portal de EA<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">____________________________________________<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><br \/>\n<strong>Texto:<\/strong>\u00a0Denise Scabin \u2013 CEA\/SEMIL<br \/>\n<strong>Revis\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica:<\/strong> Denise Scabin &#8211; CEA\/SEMIL<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Gest\u00e3o de conte\u00fado, planejamento e arte:\u00a0<\/strong>Cibele Aguirre \u2013 CEA\/ SEMIL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 8pt;\">NARVAES, PATR\u00cdCIA. <strong>Dicion\u00e1rio ilustrado de meio ambiente<\/strong>. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, Secretraia de Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo, 2012.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 8pt;\">SERVI\u00c7O FLORESTAL BRASILEIRO. SNIF. <strong>Florestas do Brasil &#8211; Dados e estat\u00edsticas <\/strong>(vers\u00e3o 2024): <a href=\"https:\/\/publicacoes-snif.florestal.gov.br\/florestasdobrasil\/\">https:\/\/publicacoes-snif.florestal.gov.br\/florestasdobrasil\/<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 21 de mar\u00e7o comemora-se o Dia Internacional das Florestas. 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