{"id":9915,"date":"2021-06-21T10:00:07","date_gmt":"2021-06-21T13:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/?p=9915"},"modified":"2025-06-09T15:26:35","modified_gmt":"2025-06-09T18:26:35","slug":"pra-que-serve-um-museu-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/2021\/06\/pra-que-serve-um-museu-ambiental\/","title":{"rendered":"Pra que serve um museu ambiental?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da gest\u00e3o de \u00e1reas protegidas, como unidades de conserva\u00e7\u00e3o, h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os governamentais ligados \u00e0 gest\u00e3o do meio ambiente que s\u00e3o mantenedores de museus. \u00c9 recorrente que as pessoas associem museus a institui\u00e7\u00f5es que exp\u00f5em obras de arte ou artefatos hist\u00f3ricos, mas os museus v\u00e3o muito al\u00e9m disso. Eles podem tamb\u00e9m ser importantes instrumentos para a guarda da mem\u00f3ria ambiental de determinada regi\u00e3o, e assim ser um espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<p><b>Primeiro, o museu<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Conselho Internacional de Museus &#8211; ICOM, \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 UNESCO, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">um museu \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o permanente, sem fins lucrativos, ao servi\u00e7o da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao p\u00fablico, e que adquire, conserva, estuda, comunica e exp\u00f5e testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educa\u00e7\u00e3o e a frui\u00e7\u00e3o. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, eles tamb\u00e9m podem ter como tem\u00e1tica principal o meio ambiente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ser entendido como museu, a institui\u00e7\u00e3o deve ter acervo pr\u00f3prio. Espa\u00e7os que apenas exibem exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o museus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muita gente se surpreende ao descobrir que museus m\u00e9dios e grandes chegam a exibir apenas de 10 a 15% de seu acervo. Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o, todo o restante est\u00e1 guardado, registrado e catalogado, pronto para ser objeto de pesquisa, como s\u00e3o os livros numa biblioteca. A diferen\u00e7a \u00e9 que, ao contr\u00e1rio da biblioteca, que conserva materiais textuais em suportes variados, os museus se dedicam aos objetos e iconografias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da miss\u00e3o de conservar cole\u00e7\u00f5es, os museus tamb\u00e9m dedicam-se a apresentar exposi\u00e7\u00f5es e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e\/ou educa\u00e7\u00e3o, que pode ir desde a publica\u00e7\u00e3o de um cat\u00e1logo de sua cole\u00e7\u00e3o a programas complexos que envolvem educadores em atividades diretamente com o p\u00fablico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, o museu est\u00e1 baseado no trip\u00e9 acervo &#8211; exposi\u00e7\u00e3o &#8211; educa\u00e7\u00e3o. Esses tr\u00eas eixos s\u00f3 conversam quando h\u00e1 por tr\u00e1s muita pesquisa e dedica\u00e7\u00e3o. E, segundo a historiadora Marlene Suano em seu livro \u201c<em><a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/19309484\/O_que_%C3%A9_Museu_1986_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O que \u00e9 Museu<\/a><\/em>\u201d, o museu ser\u00e1 t\u00e3o s\u00f3lido quanto for a pesquisa cient\u00edfica que nele se processa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Acervos s\u00e3o testemunhas da hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pelo fato de ter uma cole\u00e7\u00e3o sobre determinado assunto, o museu j\u00e1 concretiza uma de suas miss\u00f5es: conservar a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria daquele assunto. Um museu de ci\u00eancias, por exemplo, fala sobre a ci\u00eancia de determinado per\u00edodo hist\u00f3rico, que pode ser passado ou contempor\u00e2neo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 importante frisar que preservar os registros hist\u00f3ricos n\u00e3o significa manter h\u00e1bitos ou caracter\u00edsticas do passado, mas preservar testemunhos materiais que servir\u00e3o de pontos de partida para reflex\u00f5es e an\u00e1lises. Por isso, as cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas antigas n\u00e3o s\u00e3o irrelevantes em um museu: elas contam como as pesquisas se desenvolveram naquele momento, com determinadas condi\u00e7\u00f5es materiais e culturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os museus costumam ser classificados como de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">hist\u00f3ria natural <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(zoologia, biologia, bot\u00e2nica) ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cultura material<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (hist\u00f3ria, arqueologia, artes). Mas, no geral, independente do tipo, as pe\u00e7as que formam uma cole\u00e7\u00e3o de museu s\u00e3o registros n\u00e3o escritos das atividades humanas. No solo, embaixo da terra, uma rocha \u00e9 um recurso natural. Mas ao ser selecionada para integrar uma pesquisa cient\u00edfica, e ent\u00e3o ser levada para um acervo de museu, ela faz parte de nossa cultura material pois traz testemunhos subjetivos sobre a atividade da pesquisa cient\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E o simples fato de escolher determinada rocha e n\u00e3o outra para o acervo de um museu traz em si escolhas que v\u00e3o muito al\u00e9m da est\u00e9tica. Ela traz a forma\u00e7\u00e3o de uma narrativa n\u00e3o verbal que \u00e9 constru\u00edda ao longo do tempo sobre aquele tema. A coleta teria respondido a indaga\u00e7\u00f5es realizadas por determinado projeto. Assim, o pr\u00f3prio ato de coletar uma pe\u00e7a para integr\u00e1-la a um acervo \u00e9 parte de um estudo feito com crit\u00e9rios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea j\u00e1 imaginou o que levou a Comiss\u00e3o Geogr\u00e1fica e Geol\u00f3gica, criada em 1886 a, no meio de uma imensid\u00e3o de possibilidades, levar consigo a amostra de um mineral, ou fazer um desenho de uma paisagem em seu caderno de anota\u00e7\u00f5es? E se, ao contr\u00e1rio, tivessem escolhido outros elementos? O fato \u00e9 que as escolhas que fizeram naquele momento serviram de base para as primeiras pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas ao meio ambiente no Estado de S\u00e3o Paulo.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E se por acaso algu\u00e9m achar que uma fotografia de amostras coletadas, produzida numa expedi\u00e7\u00e3o dos primeiros anos do Instituto de Bot\u00e2nica, criado em 1942, n\u00e3o diz mais nada sobre as atuais pesquisas do mesmo instituto? Perderemos o registro material dos estudos daquele momento, incluindo suas subjetividades captadas na fotografia &#8211; e que s\u00f3 ser\u00e3o vistas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">naquela<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> fotografia, e em mais nenhum lugar.<\/span><\/p>\n<p><b>Objetos s\u00e3o mediadores da mem\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o adianta escrever um painel imenso e mostrar uma foto pequena. Quem entra num museu n\u00e3o vai se interessar em ler artigos postos nas paredes. Em p\u00e9 em frente a uma parede n\u00e3o \u00e9 a melhor posi\u00e7\u00e3o para se ler e fazer reflex\u00f5es sobre linguagem escrita. Mas se a pessoa que entra caminhando em um museu ver um conjunto de objetos que ela reconhece, os objetos v\u00e3o conversar com sua viv\u00eancia, experi\u00eancias e mem\u00f3rias, e ela pode sentir empatia pela quest\u00e3o. E o registro material, apoiado na narrativa da exposi\u00e7\u00e3o, pode tanto confirmar como transformar o que a pessoa acreditava sobre o tema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, as institui\u00e7\u00f5es museais s\u00e3o operadoras, formuladoras e\/ou contestadoras de mem\u00f3rias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mem\u00f3ria \u00e9 aquilo que \u00e9 vivido e sua reconstru\u00e7\u00e3o intelectual \u00e9 a hist\u00f3ria, baseada em metodologias cient\u00edficas. Tanto a hist\u00f3ria quanto a mem\u00f3ria t\u00eam um objetivo comum: a representa\u00e7\u00e3o do passado. A mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 um elemento desinteressado pelo presente. Ela \u00e9 uma guardi\u00e3 da rela\u00e7\u00e3o representativa do passado no presente e todas as suas problem\u00e1ticas envolvidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mesma rela\u00e7\u00e3o ocorre numa exposi\u00e7\u00e3o sobre as mudan\u00e7as ambientais em determinada regi\u00e3o ou com um rio, por exemplo. Voc\u00ea n\u00e3o conseguir\u00e1 expor o rio ou a paisagem, mas vai expor imagens e objetos que remetem a um tempo daquele rio. Quem vivenciou aquele momento, se reconhecer\u00e1 nas imagens e objetos. Quem n\u00e3o vivenciou, buscar\u00e1 em suas pr\u00f3prias experi\u00eancias os significados dos objetos expostos e criar\u00e1 ali um elo entre a sua mem\u00f3ria vivida e a n\u00e3o vivida.<\/span><\/p>\n<p><b>Exposi\u00e7\u00f5es constroem narrativas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Geralmente, os museus constroem suas exposi\u00e7\u00f5es com base em seu acervo. \u00c0s vezes acontece o contr\u00e1rio &#8211; o museu come\u00e7a adquirindo pe\u00e7as que acredita serem relevantes para uma determinada exposi\u00e7\u00e3o. De qualquer maneira, aquelas pe\u00e7as escolhidas para serem exibidas constroem narrativas visuais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Devido ao tempo em que ficam acess\u00edveis ao p\u00fablico, as exposi\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o (antes chamadas exposi\u00e7\u00f5es permanentes) podem construir uma narrativa da pr\u00f3pria identidade da institui\u00e7\u00e3o &#8211; o que pode ser favor\u00e1vel ou n\u00e3o, a depender do quanto a institui\u00e7\u00e3o se v\u00ea refletida naquela exposi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e9 uma estrat\u00e9gia usada por grandes museus nacionais ou pequenos museus municipais: mostrar, atrav\u00e9s dos objetos expostos, a narrativa sobre a identidade daquele territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da identidade, outras narrativas podem ser constru\u00eddas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 parou pra pensar qual a mensagem ou tese que o museu ambiental que voc\u00ea visitou transmite? O Museu Bot\u00e2nico mostra que a pesquisa cient\u00edfica \u00e9 a base para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. J\u00e1 o Museu do Rio Tiet\u00ea nos mostra que em pouco tempo \u00e9 poss\u00edvel degradar um rio, mas mesmo com tecnologia de ponta pode levar muito mais tempo para recuper\u00e1-lo. Nos dois casos, no entanto, a identidade est\u00e1 ligada \u00e0 necessidade da conserva\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Educa\u00e7\u00e3o por meio do di\u00e1logo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir da d\u00e9cada de 1960, os museus sentiram a necessidade de se comunicar mais ativamente com o p\u00fablico, para al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o. Ao lado de seu hist\u00f3rico compromisso com a preserva\u00e7\u00e3o de um dado \u201cpassado\u201d, o museu deveria ser um canal de comunica\u00e7\u00e3o capaz de transformar o objeto-testemunho em objeto-di\u00e1logo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas ser\u00e1 que o p\u00fablico consegue reconhecer a ideia central de sua exposi\u00e7\u00e3o sem a necessidade de mediadores?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como diz o Professor Ulpiano Bezerra de Menezes <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">em seu artigo <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/anaismp\/v2n1\/a02v2n1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Do teatro da mem\u00f3ria ao laborat\u00f3rio da Hist\u00f3ria: a exposi\u00e7\u00e3o museol\u00f3gica e o conhecimento hist\u00f3rico<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00e3o devemos<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201c(&#8230;) presumir que uma exposi\u00e7\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 devidamente fru\u00edda com a media\u00e7\u00e3o, suponhamos, de um monitor. Seria o mesmo que pressupor a presen\u00e7a de um alfabetizador a cada leitura de um texto\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Se o p\u00fablico n\u00e3o consegue reconhecer a ideia central da exposi\u00e7\u00e3o, ou a exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 comunicando adequadamente, ou o p\u00fablico n\u00e3o foi educado para ler a linguagem de exposi\u00e7\u00f5es. De qualquer maneira, n\u00f3s devemos tomar o alerta de Menezes <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">sobre a presen\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o de via \u00fanica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e compreender que a educa\u00e7\u00e3o ambiental nos museus deve ir al\u00e9m de uma visita guiada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com os novos desafios do mundo contempor\u00e2neo, desde 2016 o ICOM tem se dedicado a criar uma nova defini\u00e7\u00e3o de museu. Em vota\u00e7\u00e3o at\u00e9 2022, a nova proposta diz:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs museus s\u00e3o espa\u00e7os democratizantes, inclusivos e polif\u00f4nicos que atuam para o di\u00e1logo cr\u00edtico sobre os passados e os futuros. Reconhecendo e abordando os conflitos e desafios do presente, mant\u00eam artefatos e esp\u00e9cimes de forma confi\u00e1vel para a sociedade, salvaguardam mem\u00f3rias diversas para as gera\u00e7\u00f5es futuras e garantem a igualdade de direitos e a igualdade de acesso ao patrim\u00f4nio para todos os povos.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Os museus n\u00e3o t\u00eam fins lucrativos. S\u00e3o participativos e transparentes, e trabalham em parceria ativa com e para as diversas comunidades, a fim de colecionar, preservar, investigar, interpretar, expor, e ampliar as compreens\u00f5es do mundo, com o prop\u00f3sito de contribuir para a dignidade humana e a justi\u00e7a social, a equidade mundial e o bem-estar planet\u00e1rio.\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das maiores novidades nessa nova defini\u00e7\u00e3o est\u00e1 no fato de se entender o museu como espa\u00e7o democratizante que atua para o di\u00e1logo cr\u00edtico. Nesse novo entendimento de museu, n\u00e3o h\u00e1 lugar para uma media\u00e7\u00e3o educativa num formato unilateral em que apenas o monitor do museu fala e apresenta suas verdades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se pensarmos o museu enquanto espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o ambiental, este di\u00e1logo cr\u00edtico tamb\u00e9m estar\u00e1 amparado pela legisla\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea a\u00e7\u00f5es que fomentem e qualifiquem a ampla participa\u00e7\u00e3o da sociedade na formula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas ao meio ambiente.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa maneira, a a\u00e7\u00e3o educativa em um museu ambiental constr\u00f3i elos entre narrativas pessoais e institucionais. E, com isso, prop\u00f5e reflex\u00f5es sobre as a\u00e7\u00f5es do passado, criando compromissos no presente com vistas a um futuro melhor.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><b>Afinal, pra que serve um museu ambiental?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos elencar uma s\u00e9rie de fun\u00e7\u00f5es do museu ambiental dentro de uma institui\u00e7\u00e3o que opere pol\u00edticas p\u00fablicas de meio ambiente, como:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Salvaguardar o registro material das pesquisas cient\u00edficas relacionadas ao meio ambiente, assim como da identidade cultural da popula\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Produzir exposi\u00e7\u00f5es com seu acervo, de modo a criar elos entre a institui\u00e7\u00e3o e a popula\u00e7\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Oferecer acesso ao seu acervo, que pode ser fonte para pesquisa cient\u00edfica, para a gest\u00e3o ambiental ou mesmo para comunica\u00e7\u00e3o institucional;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Promover a\u00e7\u00f5es educativas em um espa\u00e7o democratizante que atua para o di\u00e1logo cr\u00edtico, que fomentem e qualifiquem a ampla participa\u00e7\u00e3o da sociedade na formula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas ao meio ambiente;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ser espa\u00e7o de refer\u00eancia e de di\u00e1logo permanente com a comunidade, onde \u00e9 poss\u00edvel olhar para o passado, compreender o presente e construir um futuro sonhado em comum.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Saiba mais sobre os Museus Ambientais da SIMA:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/destaque-home\/18-de-maio-dia-internacional-de-museus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/destaque-home\/18-de-maio-dia-internacional-de-museus\/<\/a><\/p>\n<p>Saiba mais sobre a import\u00e2ncia dos museus para Educa\u00e7\u00e3o Ambiental:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/videos\/participe-a-importancia-dos-museus-para-educacao-ambiental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/videos\/participe-a-importancia-dos-museus-para-educacao-ambiental\/\u00a0<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Texto:<\/strong> Sandra Aparecida de Oliveira &#8211; CEA\/SIMA, com o apoio do GT Museus do Comit\u00ea de Integra\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental da SIMA<br \/>\n<strong>Foto:<\/strong> <span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">acervo do Museu Florestal, do Paulo Muzio &#8211; IPA<\/span><br \/>\n<strong>Revis\u00e3o:<\/strong> Rachel Azzari &#8211; CEA\/SIMA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da gest\u00e3o de \u00e1reas protegidas, como unidades de conserva\u00e7\u00e3o, h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os governamentais ligados \u00e0 gest\u00e3o do meio ambiente que s\u00e3o mantenedores de museus. \u00c9 recorrente que as pessoas associem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":18326,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[899,898,838,843,895,896,897],"class_list":["post-9915","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politicas-de-meio-ambiente","tag-centrodememoriascetesb","tag-museudotiete","tag-museuflorestal","tag-museugeologico","tag-museus","tag-museuseeducacaoambiental","tag-museussima"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9915"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18327,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9915\/revisions\/18327"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/semil.sp.gov.br\/educacaoambiental\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}