18/05/2026

As mudanças climáticas já fazem parte do nosso dia a dia. Elas estão relacionadas ao aumento da temperatura do planeta, conhecido como aquecimento global, e podem causar diversos impactos na natureza e na vida das pessoas. Para diminuir esses efeitos, é fundamental reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

No entanto, alguns impactos já estão acontecendo e não podem mais ser evitados. Por isso, além de reduzir as emissões, também é muito importante investir em ações de adaptação e resiliência à realidade a ser enfrentada.

Diante desse cenário, o Estado de São Paulo vem organizando sua agenda climática com diferentes iniciativas voltadas tanto à redução das emissões quanto ao aumento da adaptação e da resiliência.

Uma dessas iniciativas é o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), lançado em junho de 2025, Dia Mundial do Meio Ambiente. O objetivo do plano é estruturar, coordenar e articular a atuação paulista no enfrentamento dos impactos decorrentes das mudanças climáticas, promovendo a resiliência do estado e a justiça climática.

O PEARC está organizado em cinco eixos temáticos – Biodiversidade, Saúde Única, Segurança Alimentar e Nutricional, Segurança Hídrica e Zona Costeira – e dois eixos transversais e estruturantes, que perpassam todos os demais – Justiça Climática e Infraestrutura. O plano direciona esforços para fortalecer políticas, planos e ações existentes e em andamento, além de incentivar a criação de novas iniciativas.

O PEARC é coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e tem horizonte de 10 anos, organizados em ciclos que permitem aprimorar e ampliar as ações ao longo do tempo.

Saiba mais: PEARC: https://smastr16.blob.core.windows.net/home/2025/06/PEARC-Junho-de-2025-Digital-Exibicao-configurada-para-pagina-dupla.pdf

 

Afinal, para quem é o PEARC?

O plano é voltado para toda a sociedade. Embora os órgãos públicos tenham um papel importante na sua execução, a participação social é essencial em todas as etapas.

O PEARC foi construído com a ampla colaboração da sociedade. A consulta pública, realizada em 2024, recebeu 634 contribuições de órgãos públicos, setor privado, organizações da sociedade civil e comunidades. Mais de 70% das propostas foram incorporadas ao texto final do plano.

Isso acontece porque políticas climáticas são amplas e envolvem diferentes áreas e setores. Por isso, o sucesso do plano depende do envolvimento de todos — governos, instituições privadas e sociedade civil. Em outras palavras: o PEARC é para todos nós.

Saiba mais: Relatório de Consulta Pública https://smastr16.blob.core.windows.net/home/2025/08/PEARC_Relatorio_ConsultaPublica_v02_202508.pdf

 

Justiça climática

A justiça climática é um conceito que destaca as desigualdades nos impactos das mudanças climáticas. Grupos como pessoas de baixa renda, população negra, mulheres, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais são, muitas vezes, os mais afetados pelas mudanças climáticas – mesmo sendo, em geral, os que menos contribuíram para o problema

Por isso, pensar em soluções para o clima também significa promover mais equidade, garantindo que todas as pessoas tenham proteção e oportunidades diante desses desafios.

Nesse contexto, o Seminário de Justiça Climática, realizado em 2024, reuniu representantes da sociedade civil, do poder público e da academia e promoveu debates sobre o conceito, suas diferentes dimensões e os principais desafios para avançar na construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.

Saiba mais: Seminário de Justiça Climática

 

 

 

 

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Texto: Bio Saber Produções
Colaboração Técnica: Beatriz Caio – DPLA/SEMIL

Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL