08/09/2026

O sequestro de carbono é uma importante estratégia para reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.

O sequestro de carbono é o processo natural ou artificial de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, com o objetivo de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Dado que o dióxido de carbono é um dos principais gases de efeito estufa (GEE) responsáveis pelo aquecimento global, o sequestro de carbono desempenha um papel importante nas estratégias de combate às alterações climáticas.

Como funciona o sequestro de carbono?

O sequestro de carbono pode ser dividido em duas grandes categorias: sequestro natural de carbono e sequestro artificial de carbono. Ambos visam reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, mas utilizam métodos diferentes:

Sequestro natural de carbono

O armazenamento natural ocorre principalmente por meio de processos biológicos e geológicos, incluindo:

Florestas e vegetação: árvores e plantas capturam dióxido de carbono durante a fotossíntese, convertendo-o em biomassa (raízes, troncos, folhas) e armazenam carbono a longo prazo. As florestas tropicais, como a Amazônia, e os manguezais, são exemplos importantes de sumidouros naturais de carbono.

Solo: a matéria orgânica do solo, como restos de plantas e microrganismos, também armazena carbono. Práticas agrícolas sustentáveis, como o plantio direto e a rotação de culturas, podem ajudar a aumentar a capacidade do solo de sequestrar carbono.

Oceanos: os oceanos absorvem, aproximadamente, 25% do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas. O plâncton e outras criaturas marinhas usam o carbono para formar conchas e esqueletos, que eventualmente afundam no fundo do oceano.

Sequestro artificial de carbono

Este tipo de armazenamento utiliza tecnologia desenvolvida para capturar, transportar e armazenar dióxido de carbono produzido pelas atividades humanas. Os principais métodos são:

Captura e Armazenamento de Carbono (CCS): o CO2 é capturado diretamente de fontes industriais, como usinas de energia e fábricas, e depois liberado na atmosfera. Em seguida, é comprimido e armazenado em formações geológicas subterrâneas, como formações de salmoura ou campos de petróleo esgotados.

Captura Direta de Ar (DAC): sistemas tecnológicos, que utilizam processos químicos ou mecânicos para remover dióxido de carbono diretamente da atmosfera. Apesar de ser um método promissor, a tecnologia ainda enfrenta desafios, como custo e escalabilidade.

Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS): combina a utilização da biomassa, como energia, com a captura e armazenamento do dióxido de carbono produzido durante a sua combustão. Esta abordagem cria emissões negativas de carbono.

Benefícios do sequestro de carbono

  • Ajudar a compensar as emissões inevitáveis de setores que são difíceis de descarbonizar, como a aviação e a indústria pesada, reduzindo as emissões líquidas.
  • Reduz as concentrações de gases de efeito estufa, reduzindo o impacto do aquecimento global.
  • Os sumidouros naturais, como as florestas e os solos saudáveis, promovem a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas.
  • Estimula a inovação em energia limpa e tecnologias de captura e armazenamento, desenvolvendo a economia verde.

⚠️ Desafios do sequestro de carbono

Apesar do enorme potencial de sequestro de carbono, ainda existem algumas limitações, que impedem que esse potencial seja utilizado de forma massiva:

O custo do sequestro de carbono é elevado. Tecnologias como a CCS e a DAC continuam a ser caras, dificultando a sua implementação em grande escala, além do risco de vazamento.

No caso de armazenamento geológico, existe o risco de vazamento de dióxido de carbono para a atmosfera.

Embora o sequestro de carbono não seja uma solução isolada, desempenha um papel vital no combate às mudanças climáticas e na promoção de um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental.

 

 

 

Referências e fontes consultadas

 

 

 


Texto: Gustavo Novais Brasilino
Revisão de Texto: Denise Scabin – DEA/SEMIL
Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL