02/02/2026

Desde 1997, comemoramos o Dia Mundial das Áreas Úmidas (World Wetlands Day), no dia 02 de fevereiro. A data é uma homenagem à primeira Convenção de Ramsar, realizada na cidade iraniana de Ramsar, em 1971, que visava incentivar a gestão racional e sustentável das zonas úmidas. A Convenção de Ramsar foi incorporada ao arcabouço legal brasileiro, em 1996, por meio do Decreto nº 1.905/1996.  Atualmente, a comemoração tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o valor ambiental, social e cultural das áreas úmidas, a necessidade de sua proteção e os benefícios que elas proporcionam.

Zonas ou áreas úmidas são ecossistemas na interface entre ambientes terrestres e aquáticos, como pântanos, charcos e turfas ou superfícies cobertas de água. Elas podem ser naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, contendo água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada.

De acordo com o Decreto nº 1.905, de 16 de maio de 1996, que promulga a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas, conhecida como Convenção de Ramsar, de 02 de fevereiro de 1971:

Para efeitos desta Convenção, as zonas úmidas são áreas de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa.

“Áreas Úmidas são ecossistemas na interface entre ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanente ou periodicamente inundados ou com solos encharcados. As águas podem ser doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptados à sua dinâmica hídrica” (Recomendação CNZU nº 7, de 11 de junho de 2015)

 

Elas são vitais para os seres humanos, para outros ecossistemas e para o nosso clima, pois fornecem serviços ambientais como o controle de inundações, a purificação da água, além de absorver dióxido de carbono. Elas chegam a absorver e estocar cinquenta vezes mais carbono da atmosfera do que as florestas tropicais, o que significa uma grande contribuição para retardar o aquecimento global e a reduzir a poluição.

Embora cubram apenas cerca de 6% da superfície terrestre, 40% de todas as espécies de plantas e animais vivem ou se reproduzem em áreas úmidas. Segundo o Relatório Ramsar 2018, as áreas úmidas fornecem água e alimento para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Por isso, a biodiversidade das áreas úmidas é importante para a nossa saúde, nosso suprimento de alimentos e, também, para a geração de empregos, além do turismo.

O Brasil possui parte da maior área alagável continental do mundo, o Pantanal, que também está no Paraguai. Mais de um milhão de pessoas dependem do Pantanal para sobreviver, seja pela pesca, pecuária, turismo, agricultura e serviços em geral.

Em São Paulo, a Área de Proteção Ambiental (APA) Cananéia-Iguape-Peruíbe é uma área úmida representativa da Mata Atlântica. Possui manguezais, estuários, rios, canais lagunares, planícies costeiras, cachoeiras e ilhas marinhas e costeiras, matas de restinga, dunas e o mais extenso e conservado trecho de Mata Atlântica do país. Este mosaico de paisagens pantanosas de grande diversidade natural e notável beleza cênica hospeda espécies ameaçadas e endêmicas, como o mico-leão-de-cara-preta criticamente ameaçado de extinção, entre outros.

Apesar de toda a importância para o meio ambiente e para a humanidade, as áreas úmidas estão desaparecendo três vezes mais rápido que as florestas, devido ao aquecimento global. Agricultura, exploração madeireira, pesca e poluição também são grandes ameaças. Para proteger as áreas úmidas, as ações de pesquisa, conservação e educação ambiental são extremamente importantes.

Em São Paulo, o Programa Nascentes, criado para promover a conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade, por meio do direcionamento territorial para áreas prioritárias do cumprimento de obrigações ambientais decorrentes de licenciamento, de fiscalização ou de ações voluntárias, é uma maneira de incentivar a conservação das áreas úmidas.

Saiba mais: https://semil.sp.gov.br/sma/programanascentes/

Para saber mais sobre a recuperação de nascentes, acesse o Caderno da Mata Ciliar 1 – Preservação e recuperação das nascentes de água e de vida:
https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/prateleira-ambiental/cadernos-da-mata-ciliar-1-preservacao-e-recuperacao-das-nascentes-de-agua-e-de-vida/

Você conhece a Estação Experimental Chauás? É uma boa opção para conhecer de perto esse ecossistema, no município de Iguape!

 

Compartilhe sua experiência e conte como será sua celebrAÇÃO nesta data! 

 

 

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Texto: Sandra Aparecida de Oliveira – DEA/SEMIL
Revisão de texto e colaboração técnica: Denise Scabin – DEA/SEMIL
Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL

 

Uma Resposta para “02 de fevereiro – Dia Mundial das Áreas Úmidas”

  1. Josenaldo Oliveira de Novaes disse:

    temos que preservar às nascentes às mantas e sempre u meio ambiente para que podemos viver melhor e sir alimentar melhor está é minha visão

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