14/09/2026

Celebrado em 14 de setembro, o Dia Internacional da Capivara destaca a importância ecológica, cultural e ambiental do maior roedor do mundo.

O Dia Internacional da Capivara, celebrado em 14 de setembro, é uma data dedicada ao reconhecimento da importância ecológica, cultural e simbólica desse animal tão presente nas paisagens brasileiras.

O nome popular da capivara possui origem no tupi-guarani e significa “comedor de capim”.

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), o maior roedor do mundo, vive em complexos grupos sociais e habita, geralmente, áreas próximas a rios, lagos, pântanos, manguezais, savanas, ou seja, corpos d’água permanentes, áreas alagáveis e próximas às represas.

As capivaras vivem em praticamente toda a América do Sul, exceto na Cordilheira dos Andes. Sua presença é particularmente notável nas regiões do Cerrado e do Pantanal, no Brasil, e em áreas urbanas que preservam corpos d’água.

Ao celebrar este dia, busca-se sensibilizar a população sobre a importância de uma convivência harmoniosa com a vida selvagem e as responsabilidades que acompanham essa relação.

Características da espécie

As capivaras são herbívoras, se alimentam de capim, grama, ervas e vegetação aquática.

Quando adultas, podem chegar a 1,35 m de comprimento, 60 cm de altura e pesar de 20 a 80 kg, podendo chegar a mais de 100 kg.

Vivem em grupos e possuem hábitos diurnos, noturnos e semiaquáticos.

Inclusive, esses animais possuem pequenas membranas entre os dedos, que dão mais eficiência ao nado.

A gestação da capivara fêmea é de cinco meses e nascem, em média, cinco filhotes.

Seus predadores naturais são as onças-pintadas, onças-pardas, jaguatiricas, cachorros-do-mato, sucuris, jiboias e jacarés.

A capivara exerce papel fundamental no equilíbrio ambiental. Como espécie herbívora, contribui para o controle da vegetação ribeirinha e serve de alimento para predadores naturais, como a onça-pintada e o jacaré.

Ao mesmo tempo, é um animal que se adapta com facilidade a ambientes modificados pelo ser humano, o que torna ainda mais necessário discutir práticas responsáveis de manejo e convivência.

A urbanização crescente e a escassez de habitats preservados têm aproximado cada vez mais esses animais de áreas povoadas, gerando desafios relacionados à agricultura, ao trânsito, à gestão de parques urbanos e ao entendimento popular de seu comportamento.

⚠️ Convivência e saúde pública

A data também serve para desmistificar ideias equivocadas. Embora seja dócil e transmita simpatia, a capivara continua sendo um animal silvestre e necessita de respeito à sua natureza. Interações inadequadas, como tentativa de domesticação ou oferta de alimentos industrializados, causam danos à saúde do animal e podem desequilibrar seu comportamento social.

Outro ponto importante é o esclarecimento sobre doenças que podem estar associadas à presença do animal, como a febre maculosa (doença infecciosa, causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim infectado. O carrapato estrela pode ser encontrado em animais de grande porte, como bois, cavalos e na capivara. A doença pode apresentar formas clínicas leves, até formas graves, com alta taxa de letalidade.)

A melhor forma de prevenção não está na perseguição à espécie, mas sim na informação, no manejo responsável de carrapatos em áreas de risco e no planejamento adequado de parques e áreas de lazer.

Conservação e biodiversidade

Comemorar o Dia Nacional da Capivara significa reconhecer seu valor na biodiversidade brasileira e reforçar a necessidade de políticas públicas de conservação. Iniciativas de educação ambiental, estudos sobre comportamento e saúde populacional, além da preservação de corredores ecológicos, são ações essenciais para garantir a coexistência segura entre humanos e capivaras.

A data convida para a reflexão sobre como a presença desses animais revela tanto a riqueza ambiental do Brasil, quanto os desafios da convivência entre sociedade e natureza.

Celebrá-la é, portanto, reafirmar o compromisso com o respeito à vida silvestre e com a construção de um futuro mais equilibrado e sustentável.

 

Referências e fontes consultadas

 

 

 


Texto: Gustavo Novais Brasilino e Denise Scabin – DEA/SEMIL
Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL

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