28/09/2026

Uma data para conscientizar sobre a prevenção da raiva e a importância da vacinação dos animais.

O Dia Mundial contra a Raiva (DMR), celebrado em 28 de setembro, foi criado pela Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC) e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa data foi escolhida em homenagem a Louis Pasteur, cientista que produziu a primeira vacina contra a raiva (vacina antirrábica), cujas contribuições para a saúde pública permitiram salvar inúmeras vidas; e foi estabelecida com o objetivo de promover a prevenção da doença nos animais, não apenas para proteger a saúde e bem-estar animal, mas também para proteger a saúde das pessoas.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. (Fonte: Ministério da Saúde)

A raiva é uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida por animais aos seres humanos. Ela é causada por um vírus, que infecta animais selvagens e domésticos, e é transmitida ao ser humano pelo contato com a saliva infectada desses animais, por meio de mordidas, arranhões e lambidas, mas é possível contrair a doença também pelo contato da saliva do animal raivoso diretamente nos olhos, mucosas ou feridas.

O principal transmissor da raiva às pessoas é o cão. A raiva é uma doença muito grave, pois é fatal em, aproximadamente, 100% dos casos.

Ciclos de transmissão da raiva

A raiva apresenta três ciclos de transmissão:

– urbano: representado principalmente por cães e gatos;
– rural: representado por animais de produção, como: bovinos, equinos, suínos, caprinos;
– silvestre: representado por raposas, guaxinins, primatas e, principalmente, morcegos.

Fonte: Ministério da Saúde.

Sintomas nos animais

Os animais, quando infectados, costumam apresentar os seguintes sintomas: dificuldade para engolir; salivação abundante; mudança de comportamento; mudança de hábitos alimentares; e paralisia das patas traseiras.

⚠️ Sintomas nos seres humanos

Os sintomas iniciais nos seres humanos são fraqueza e mal-estar geral, febre, dor de garganta, náuseas, dor de cabeça, entorpecimento, irritabilidade.

À medida que a doença progride, ocorrem alucinações, delírios, espasmos musculares involuntários e espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua, que ocorrem quando o paciente tenta ingerir líquidos, apresentando hidrofobia (outro nome pelo qual a doença é conhecida) que significa aversão à água.

Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal.

Ocorre, ainda, disfagia (dificuldade de engolir líquidos e alimentos), hiperacusia (distúrbio auditivo que causa intolerância a sons mais altos) e fotofobia (sensibilidade à luz). O paciente pode ter convulsões e intercala períodos de consciência, com períodos de alucinações, até a instalação de quadro comatoso e a evolução para óbito.

Prevenção

A melhor estratégia de prevenção contra a raiva é a vacinação: os animais domésticos, como os cães e gatos, devem ser vacinados anualmente contra a doença.

Outras medidas também são importantes, como:

  • evitar tocar em cães e gatos sem tutor, sobretudo quando eles estiverem se alimentando ou dormindo;
  • nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres;
  • não tocar em animais com comportamentos estranhos, feridos ou doentes;
  • não separar animais que estejam brigando;
  • não entrar em cavernas, grutas ou furnas sem o acompanhamento de um guia preparado, que conheça bem o local.

Caso uma pessoa seja atacada por um animal, é fundamental lavar o ferimento com água e sabão, usar um antisséptico e procurar assistência médica imediatamente.

 

 

 

Referências e fontes consultadas

 

 

 

 

 


Texto: Denise Scabin – DEA/SEMIL
Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL

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