19/10/2026

Uma data dedicada à sensibilização sobre a importância da conservação do bicho-preguiça e dos ambientes naturais onde vive.

O Dia Internacional do Bicho-Preguiça, celebrado em 20 de outubro, ou no terceiro sábado de outubro, é uma data criada para promover a sensibilização sobre a importância da conservação dessa espécie e para estimular o debate sobre os desafios ambientais, que afetam sua sobrevivência. A iniciativa surgiu por meio da organização não governamental Fundação AIUNAU, no Primeiro Encontro Internacional sobre Bem-Estar e Conservação das Preguiças, na cidade de Medellín, Colômbia. A iniciativa da fundação é dedicada à proteção da fauna, que identificou a necessidade de ampliar o conhecimento público sobre a importância ecológica desses animais e sobre as ameaças que enfrentam.

A data funciona como um marco educativo voltado para a difusão de informações sobre o papel do bicho-preguiça nos ecossistemas, destacando a relevância da preservação de florestas e da criação e manutenção de corredores ecológicos. Instituições de pesquisa, escolas, parques ambientais e grupos comunitários utilizam o dia para promover ações de educação ambiental, que envolvem palestras, campanhas de sensibilização, atividades informativas e debates sobre preservação.

Outro foco relevante do Dia Internacional do Bicho-Preguiça é a discussão sobre o impacto humano em seu habitat. Questões como desmatamento, expansão urbana, fragmentação de ambientes e riscos associados ao trânsito e às redes elétricas são frequentemente abordadas, reforçando a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas, que contribuam para a redução desses problemas.

O bicho-preguiça pertence ao Reino Animalia, Filo Chordata, Classe Mammalia, Ordem Pilosa e são divididos em duas famílias: a Bradypodidae, que contém preguiças-de-três-dedos; e a Megalonychidae, preguiças com dois dedos. Esses animais são encontrados apenas nas Américas.

As preguiças são animais de hábitos noturnos, possuem o metabolismo lento e dormem cerca de quatorze horas por dia, por isso o nome “preguiça”. Pesam cerca de oito quilos e têm, aproximadamente, sessenta centímetros. Possuem membros compridos e conseguem virar a cabeça em 270 graus, sem movimentar o restante do corpo, devido às oito ou nove vértebras cervicais, em sua coluna. Apresentam coloração entre o cinza e o marrom, com a presença ou não de manchas, que podem ser claras ou escuras. Ficam penduradas nas árvores, graças às suas longas garras. Se alimentam de folhas, frutos e brotos, de espécies como embaúbas, ingazeiras e figueiras, encontradas em seu habitat. Seus principais predadores são as onças, certas espécies de serpentes e o gavião-real. Porém, o maior risco para o declínio das espécies de preguiça são os impactos de atividades humanas, como o desmatamento e as queimadas, que destroem seus habitats, a caça, o tráfico e o comércio ilegal desses animais.

Espécies de preguiças reconhecidas pela IUCN

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) existem seis espécies de preguiças:

FAMÍLIA BRADYPODIDAE (preguiças-de-três-dedos):

  • Preguiça-comum (Bradypus variegatus).
    Distribuição: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.
    Status de conservação: risco mínimo.
  • Preguiça-de-bentinho (Bradypus tridactylus)
    Distribuição: Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela.
    Status de conservação: risco mínimo.
  • Preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus)
    Distribuição: Brasil
    Status de conservação: em perigo.
  • Preguiça-anã (Bradypus pygmaeus)
    Distribuição: Panamá
    Status de conservação: criticamente em perigo.

FAMÍLIA MEGALONYCHIDAE (preguiças-de-dois-dedos).

  • Preguiça-real (Choloepus hoffmanni)
    Distribuição: Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru e Venezuela.
    Status de conservação: risco mínimo.
  • Preguiça-de-dois-dedos (Choloepus didactylus)
    Distribuição: Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
    Status de conservação: risco mínimo.
    (ARAGUAIA, 2025)

O bicho-preguiça sofre muito preconceito por ser um animal muito lento, por conta do seu baixo metabolismo, mas as preguiças são essenciais para o ecossistema das florestas tropicais, contribuindo para o ciclo de nutrientes, por meio de suas fezes. Além disso, essa espécie tem uma facilidade muito grande para nadar e esticar o seu pescoço, por conta das suas nove vértebras cervicais.

A data também incentiva o desenvolvimento de projetos de manejo, resgate e reabilitação, além de fortalecer parcerias entre centros de conservação, universidades e entidades ambientais. Tais iniciativas buscam não apenas proteger a espécie, mas, também, promover práticas sustentáveis capazes de garantir condições adequadas para a fauna nativa.

Assim, o Dia Internacional do Bicho-Preguiça se consolida como um momento de reflexão e mobilização global, reforçando a importância de ações contínuas voltadas à proteção da biodiversidade e à manutenção equilibrada dos ecossistemas onde esse animal desempenha funções essenciais.

Saiba mais

AIUAU: Dia Internacional da Preguiça. Disponível em:
https://aiunau.org/en/activities/sloth-international-day/

CelebrAÇÃO


Neste Dia Internacional do Bicho-Preguiça, reflita sobre a importância da conservação da fauna e dos ambientes naturais que garantem a sobrevivência dessa espécie tão singular.

 

 

Referências e fontes consultadas

 

 

 

 


Texto: Denise Scabin e Gustavo Novais Brasilino – DEA/SEMIL
Gestão de conteúdo, planejamento e arte: Cibele Aguirre – DEA/ SEMIL

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