
15/02/2016
Passada a folia do Carnaval, inicia-se um período de renovação: estimular novas ideias, traçar novas metas e buscar novos resultados. Costuma-se dizer que o ano só começa depois do Carnaval. Há certa sabedoria popular nisso. Para cristãos, o período pós-Carnaval é chamado Quaresma – tempo de penitência e purificação que antecede a Páscoa.
É neste período, também, que as ruas paulistanas ganham um colorido roxo. Sozinha ou em conjunto, ela está por toda parte – a quaresmeira.
Seu nome científico é Tibouchina granulosa, mas popularmente é conhecida por quaresmeira. E não é por acaso. Suas flores roxas e seu período de floração, fevereiro a abril, justificam seu nome.
Espécie nativa da Mata Atlântica, podemos dizer que ela tem a cara de São Paulo. Vejamos.
A árvore é uma espécie pioneira, quer dizer, é uma das primeiras a serem plantadas em ambientes degradados, pois elas criam as condições de solo e ambiente que permitem o crescimento de outras espécies e a consequente restauração das áreas. (Isso não lembra algo, como bandeirantes..?).
Ela é resistente, e floresce mesmo plantada em solo pobre e sob clima seco e quente. Seu porte baixo não atrapalha a rede elétrica. De fácil cultivo, é uma das preferidas para a arborização urbana.
Apesar dessas características, de resistência e persistência, (coisas de São Paulo), ela é de uma beleza singular. Sua copa verde-escura e suas flores roxas são destaque na paisagem paulistana.
Da próxima vez que sair de casa, espie pelas ruas, dê uma ‘olhadinha’ nas calçadas. Você pode se surpreender.
Um alento à preservação é saber que espécies como a quaresmeira têm sido utilizadas em projetos de arborização urbana e em projetos de recomposição de mata ciliares, como no Programa Nascentes.


