26/01/2017

O Governo de São Paulo publicou no começo do mês no Diário Oficial o chamamento público para a prospecção de interessados na concessão de uso ou na aquisição de áreas administradas pelo Instituto Florestal.  No total, estão disponíveis 34 florestas e estações experimentais de produção de madeira.

O chamamento não vincula os interessados e suas respectivas propostas à futura contratação ou alienação das áreas. Para isso, cada caso será analisado separadamente e depende de autorização legislativa.

“O setor privado vai primeiro informar em que condições e se tem interesse em novas áreas. Elas vão ser objeto de uma nova lei. Mas não vamos fazer toda a mobilização no legislativo e criar uma lei liberando áreas para as quais não houver interesse. Vamos ver quais atraem interessados e então propor a lei”, disse o secretário do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

As áreas disponibilizadas no chamamento público foram criadas originalmente para pesquisa e produção de madeira de espécies como Eucalipto e Pinus. No entanto, os locais hoje têm um custo de manutenção maior que o ganho com a venda de madeira.

O custo aproximado no ano passado com essas áreas foi em torno de R$ 58 milhões. Porém, o retorno financeiro com a venda de maneira não chegou a 20% do valor necessário para manter as unidades. Isso inviabiliza a produção e traz prejuízos para os cofres do governo.

A Secretaria do Meio Ambiente e o Instituto Florestal realizarão nesta quinta-feira uma reunião para esclarecer os pontos deste chamamento e também ouvir as ideias dos interessados.

As propostas recebidas serão avaliadas por uma Comissão de Avaliação integrada por representantes do Gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, do Instituto Florestal e da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo.