14/01/2026

Pasta fecha o ano com reconhecimento por integridade, lançamento de plano climático e promovendo a maior recomposição de quadros na Cetesb

O ano de 2025 ficará marcado na Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) como um período de institucionalização de práticas de governança e de significativo reforço em sua estrutura operacional. A pasta, comandada pela secretária Natália Resende, recebeu reconhecimento dos órgãos de controle pela transparência, ao mesmo tempo, promoveu as mais substanciais mudanças em carreiras ambientais e a maior recomposição de quadros na Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) desde 2012.

O reconhecimento veio da Controladoria Geral (CGE) e da Ouvidoria Geral do Estado (OGE), que atestou o modelo de integridade da Semil como referência. O parecer positivo é baseado em índices de satisfação do cidadão que chegam a 9 em 10 no atendimento a pedidos de informação e na baixa taxa de recursos contra respostas da pasta. Tudo isto coloca a pasta alinhada a parâmetros internacionais, como o Acordo de Escazú, e à Lei Complementar paulista nº 1.419/2024.

“Estamos consolidando uma cultura de responsabilidade pública que vai além do cumprimento formal de normas. É uma mudança estrutural que aproxima a sociedade das decisões”, explica a secretária Natália Resende.

Planejamento – No campo do planejamento, 2025 foi o ano de lançamento de dois marcos de longo prazo. O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc) foi oficializado, colocando a justiça climática no centro da política ambiental paulista e reconhecendo a vulnerabilidade desigual da população. Em paralelo, avançou a elaboração do Plano de Logística e Investimentos do Estado (PLI-SP 2050), que definirá os rumos da infraestrutura de transportes pelos próximos 25 anos.

A operação no campo ganhou um novo instrumento em março: o Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Tietê (GFI-Tietê), que reúne múltiplas agências e o Ministério Público em uma força-tarefa contra a poluição no principal rio do estado. A iniciativa, parte do programa IntegraTietê, deve evoluir em 2026 para ações de educação ambiental em comunidades.

Gestão de pessoas – Se a governança foi o carro-chefe conceitual, a área de gestão de pessoas registrou as mudanças mais palpáveis e aguardadas pelos servidores. O ano foi marcado pela criação do Plano de Empregos, Carreira e Salários (PECs) da Fundação Florestal, promovendo correções salariais históricas que variam de 53% a 99%. A medida busca estancar uma crise de desvalorização que afetava a retenção de especialistas responsáveis por cerca de 20% do território paulista.

“São servidores que prestam um serviço essencial ao estado de São Paulo, com muita competência e resiliência, enfrentando situações muitas vezes desafiadoras, como as que tivemos nos incêndios de 2024. Queremos que a Fundação Florestal seja referência nacional em conservação, restauração e inovação e faremos o que estiver ao nosso alcance para que ela seja fortalecida”, destaca a secretária.

Na Cetesb, a Semil concluiu um ciclo fundamental de recomposição. Com a convocação de mais 60 aprovados em outubro. Com a medida, o total de novos servidores chamados desde 2024 chegou a 284, um incremento de 17% no quadro de uma das principais agências ambientais do país, que estava há 12 anos sem concurso. Os novos analistas e técnicos reforçarão áreas críticas como licenciamento e fiscalização.

Internamente, a Semil consolidou um novo modelo de gestão e passou por uma estruturação que transformou diretrizes gerais em rotina administrativa. O processo iniciou-se em fevereiro, com a edição do decreto estadual nº 69.376/2025, que estabeleceu um novo norte para toda a administração da pasta. A etapa decisiva, porém, ocorreu em março, com a resolução nº 017/2025. O ato não apenas internalizou as regras do decreto, mas operacionalizou a governança.