
04/02/2026
Com a remoção de 285 mil m³ de sedimentos, ações de desassoreamento equivalem a mais de 23 mil caminhões de detritos retirados do Rio Tietê
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da SP Águas, retirou cerca de 285 mil metros cúbicos de sedimentos da região do Jardim Pantanal, na zona leste da Capital, em 2025. O volume, que equivale à carga de aproximadamente 23,7 mil caminhões basculantes, é parte fundamental da estratégia estadual para mitigar os efeitos das cheias e oferecer mais segurança às famílias que residem no local.
As intervenções focam no desassoreamento do Rio Tietê. O objetivo é ampliar a capacidade de escoamento das águas, protegendo uma das áreas mais densamente urbanizadas e vulneráveis da Região Metropolitana, especialmente durante o período de chuvas intensas.
Desde 2023, o investimento no “Lote 3” — trecho que compreende o Jardim Pantanal entre a Barragem da Penha e a foz do Córrego Três Pontes — já ultrapassa R$ 103,6 milhões. Atualmente, o trabalho é realizado por duas frentes: uma financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), via Programa Renasce Tietê, e outra pelo BNDES.
A SP Águas projeta a continuidade dessas ações para 2026, com novos contratos em fase de licitação para garantir o melhor escoamento do rio. É importante ressaltar que, entre 2023 e 2025, o programa IntegraTietê avançou significativamente com a remoção de 4,91 milhões de metros cúbicos de resíduos no Rio Tietê, na Região Metropolitana de São Paulo. O resultado desse triênio demonstra a eficiência das operações e a atenção da gestão estadual ao tema.
Histórico
O Jardim Pantanal está situado em uma zona de “Cinturão Meândrico” – zona de curvas naturais onde o rio expande seu leito para amortecer o volume das chuvas nos períodos de cheia. A Agência de Águas do Estado de São Paulo destaca que, embora o desassoreamento seja uma ferramenta vital para melhorar o fluxo hídrico e reduzir o tempo de permanência de eventuais inundações, o desafio é complexo devido à ocupação histórica dessas áreas. Por isso, o Estado atua em constante diálogo técnico com a Prefeitura de São Paulo, que conduz projetos habitacionais e de reordenamento territorial na localidade.
Investimentos em Resiliência Climática
Para garantir a sustentabilidade dessas iniciativas a longo prazo, o Governo paulista está modelando uma Parceria Público-Privada (PPP) inédita. Com investimento previsto de R$ 9,5 bilhões ao longo de 15 anos, a PPP focará na revitalização dos rios Tietê e Pinheiros, incluindo serviços modernos de remoção de lixo superficial, controle de vegetação aquática e projetos de paisagismo que buscam devolver o rio à convivência da população.