12/02/2026
Etapa regional do PLI-SP 2050 coloca os 139 municípios da ZEE 3 no centro do planejamento estratégico do Estado; região responde por R$ 94,7 bilhões do PIB
São José do Rio Preto e Araçatuba passam a integrar, a partir de agora, o mapa do futuro da logística paulista. Em um movimento que promete traduzir gargalos históricos em oportunidades de desenvolvimento, o Governo do Estado realizou nesta quinta-feira (12), em Rio Preto, mais uma etapa presencial do Plano de Logística e Investimentos de São Paulo – PLI-SP 2050.
Mais do que um exercício de planejamento, a chegada do plano ao Zoneamento Ecológico-Econômico 3 (ZEE 3) representa a possibilidade concreta de a região – que concentra 2,4 milhões de habitantes e um dos mais relevantes polos agroindustriais do país – ganhar eficiência no escoamento da produção, reduzir custos logísticos e atrair novos investimentos em infraestrutura.
O fórum realizado na cidade é parte de um processo inédito de escuta regional que, até aqui, já ouviu territórios onde vivem 17 milhões de paulistas. Diferente de um pacote de obras, o PLI-SP 2050 funciona como uma bússola: organiza dados, cruza demandas locais com estudos técnicos e define diretrizes para que os futuros investimentos em transportes e logística sejam mais eficientes, sustentáveis e conectados à realidade de cada região.
“O plano constrói um arcabouço técnico robusto, baseado em dados e na escuta regional. É um planejamento que ultrapassa governos”, afirmou o subsecretário de Logística e Transportes da Semil, Denis Gerage Amorim, durante a abertura do evento.
Os estudos apresentados no fórum escancaram um velho conhecido do setor produtivo local: a dependência quase exclusiva do modal rodoviário. Apesar de a região ser cortada por corredores estruturantes e abrigar ativos estratégicos como a Hidrovia Tietê–Paraná e trechos ferroviários subutilizados, a integração entre os modais ainda é incipiente.
É justamente aí que o PLI-SP 2050 pretende avançar. Por meio de modelos quantitativos, o plano avalia impactos em tráfego, custos, emissões de carbono e eficiência energética — um esforço técnico que, ao final, deverá subsidiar uma carteira de projetos consistente e alinhada às vocações regionais.
Para a indústria, o movimento é mais do que bem-vindo. “Quando o planejamento considera a dinâmica produtiva regional, os investimentos ganham eficiência, geram competitividade e impulsionam o desenvolvimento sustentável”, avaliou Aldina Amico, diretora do Ciesp Rio Preto.
Visão de futuro – Receber o fórum do PLI-SP 2050 também é, para a metrópole do noroeste paulista, uma chance de projetar suas próprias ambições. Com quase 1 milhão de passageiros transportados em 2025 e uma agenda movimentada de grandes eventos, o Aeroporto de São José do Rio Preto é apontado como um dos vetores desse desenvolvimento.
“Rio Preto é uma metrópole em constante crescimento. Nossa malha viária, o transporte ferroviário de cargas e o aeroporto são motores do progresso. Queremos ser uma cidade inteligente, com qualidade de vida e economia forte”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Mário Welber.
SP Pra Toda Obra – Enquanto o plano de longo prazo ganha corpo, o Estado mantém o pé no acelerador das obras. Pelo programa São Paulo Pra Toda Obra, a ZEE 3 já contabiliza, entre 2023 e 2026, mais de R$ 972 milhões em obras municipais concluídas — com 524 quilômetros recuperados e 223 quilômetros pavimentados.
No plano estadual, os investimentos entregues ultrapassam R$ 858 milhões, em intervenções que cobrem mais de 680 quilômetros de rodovias. Há ainda R$ 500 milhões em execução e outros R$ 716 milhões previstos, priorizados com base em critérios técnicos que cruzam segurança viária, escoamento da produção e indicadores socioambientais.
“O São Paulo Pra Toda Obra executa investimentos com critérios claros. O PLI-SP garante que esse esforço esteja alinhado a uma visão estratégica de Estado”, resumiu Bruna Donegá, representante do DER-SP.
Próximos passos – O ciclo de encontros regionais do PLI-SP 2050 segue em andamento. As contribuições coletadas nos fóruns alimentam estudos técnicos, análises socioeconômicas e simulações que, ao final do processo, vão consolidar as diretrizes do plano para as próximas décadas.
A população e o setor produtivo ainda podem contribuir com sugestões por meio do site pli.semil.sp.gov.br.