10/03/2026

Participantes trouxeram ações e iniciativas com frentes de adaptação, mitigação e foco na neutralidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050

Representantes do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC) se reuniram na quinta-feira (05) para apresentar ações voltadas à estratégia climática e ao plano de resiliência hídrica do Estado, com foco em adaptação, mitigação e neutralidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050. O encontro, realizado na sede da Semil, teve a mediação do coordenador e titular do CEMC, Mauro Benedito de Santana Filho, com apoio do suplente Carlos Roberto Junqueira Cardozo, ambos da Casa Civil, além da presença da secretária da Semil, Natália Resende.

A primeira pauta abordou a nova organização da agenda climática do Estado, alinhando as frentes de adaptação e mitigação e destacando as conexões e benefícios entre o Plano de Ação Climática (PAC 2050) e o Plano de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), bem como sua integração com outros planos e iniciativas da agenda climática estadual. A estratégia climática do Estado de São Paulo tem como meta a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

No painel apresentado pela Assessoria de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Semil, foram detalhadas ações que vão desde a descarbonização da economia paulista até a conservação e restauração florestal, visando a adaptação e resiliência das cidades frente aos efeitos das mudanças climáticas. “Buscamos sempre integrar os planos e articular as ações, garantindo mais transparência. Por isso, a participação dos grupos e colegiados é fundamental para mantermos a visão clara do caminho que estamos trilhando”, destacou a secretária Natália Resende.

A equipe da Assessoria de Mudanças Climáticas apresentou iniciativas do PEARC, lançado em junho de 2025, que visa orientar as políticas públicas setoriais e as ações de adaptação, em seus ciclos de implementação.

A reunião contou ainda com a apresentação da agenda do CEMC em 2026 com destaque para edição deste ano do “Prêmio SP Carbono Zero 2026”. Representantes da Assessoria de Mudanças da Semil solicitaram recomendações aos conselheiros para definição das categorias de 2026 da premiação. A proposta é lançar o edital do evento no Dia do Meio Ambiente, em 5 de junho.

Fernanda Carbonell, diretora-executiva do Instituto Conservação Costeira (ICC) e conselheira do CEMC, propôs um plano mais focado na prevenção de riscos de acidentes e desastres climáticos, ressaltando a importância da educação das comunidades que vivem em áreas de risco. Ela destacou ainda a necessidade de atualização de planos municipais de redução de risco, drenagem urbana e demais instrumentos correlatos, incorporando estudos sobre áreas de risco geológico e hidrológico.

A secretária Natália Resende reforçou que, junto a órgãos estaduais e federais, a Semil está capacitando gestores públicos de todo o Estado para desenvolver planos de adaptação e resiliência locais, garantindo que os municípios estejam mais preparados para enfrentar eventos climáticos extremos.

O encontro também promoveu diálogo com os participantes, permitindo escuta ativa e compartilhamento de experiências sobre as ações em andamento dos grupos integrantes do CEMC.

Além disso, acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP) e da UNESP apresentaram trabalhos desenvolvidos pelos respectivos Centros de Pesquisa, contribuindo para as ações do PAC e do PEARC.

 

Ações voltadas à segurança hídrica do Estado

Representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da SP Águas, Agência de Águas de SP e vinculada à Semil, apresentaram ações e resultados relacionados ao abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. A secretária Natália Resende detalhou obras e iniciativas estruturantes que ampliam a capacidade de resposta do Estado a eventos extremos e fortalecem a proteção da população.

“Além das ações de recuperação e gestão sustentável da água, focamos no controle de perdas em sistemas de abastecimento, ampliação do saneamento, obras de drenagem, manejo de resíduos e fortalecimento da governança hídrica municipal. Em 2025, foram aplicados R$ 1,1 bilhão em iniciativas estratégicas, como substituição de redes, pesquisa de vazamentos e implantação de válvulas redutoras de pressão”, explicou a secretária.