21/03/2026

Obra da Sabesp tem investimento estimado em R$ 1,4 bilhão, e vai garantir segurança hídrica para 22 milhões de pessoas

O secretário-executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Anderson Oliveira, vistoriou na última sexta-feira (20) os trechos que receberão as obras da transposição Billings-Taiaçupeba, em Santo André e São Bernardo do Campo. A adutora de 38 quilômetros reforça a segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo,  garantindo a oferta de água quando for necessário para reforçar o sistema do Alto Tietê em períodos de escassez hídrica, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas.

A visita ocorre após a Semil apresentar ao Consórcio Intermunicipal Grande ABC um estudo que atesta a viabilidade e a segurança hídrica do novo sistema. Elaborado pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), da Universidade de São Paulo (USP), a análise utilizou séries históricas de vazões de 1930 a 2024 – quase 95 anos de dados – e simulou o comportamento do Rio Pequeno e da Billings em diferentes cenários, incluindo as piores secas já registradas no estado.

A nova obra vai permitir que a água captada no Rio Pequeno seja bombeada de forma integrada e otimizada para o Sistema Alto Tietê, conforme a necessidade operacional e os níveis dos mananciais. Toda a tubulação será enterrada, reduzindo riscos de acidentes, falhas operacionais e vandalismo. Além disso, o sistema passará a operar com energia elétrica, eliminando a dependência de usinas a gás e aumentando a eficiência energética da operação.

O início dos trabalhos está condicionado à obtenção da Licença de Instalação (LI) expedida pela Cetesb, etapa do licenciamento ambiental em São Paulo que autoriza o início das obras e a instalação de equipamentos, conforme os projetos aprovados. Inclusive, durante a execução do empreendimento, serão adotadas medidas de transparência e respeito à população, incluindo comunicação prévia à comunidade afetada, registro por meio de relatório fotográfico, garantia do direito de ir e vir de quem necessita utilizar as vias e melhoria na infraestrutura das ruas e estradas que sofrerem intervenções.

A vistoria foi conduzida pelo secretário-executivo após a reunião da comitiva, que aconteceu na sede do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa), na Vila Bastos. Pela manhã, técnicos da Semil, Sabesp, Cetesb, SP Águas e da Prefeitura de Santo André discutiram o andamento e os impactos da obra.
A comitiva percorreu trechos que devem receber as tubulações das obras nas duas cidades, encerrando a agenda na Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) Rio Pequeno.

De acordo com Anderson Oliveira, todos os passos estão sendo dados com planejamento, transparência e responsabilidade. “Essa é uma obra estruturante para a ampliação da resiliência hídrica do estado de São Paulo e todo o processo está sendo feito com muito diálogo regional, com estudos e análises técnicas para que tenhamos o menor impacto”, finalizou o secretário executivo.