25/06/2026

Melhorias na Ciclovia da Marginal Pinheiros, ações educativas do Maio Amarelo e iniciativas para ampliar a segurança dos ciclistas foram temas da 46ª Reunião Ordinária

Investimentos em segurança, monitoramento e infraestrutura da Ciclovia da Marginal Pinheiros, resultados das ações educativas do Maio Amarelo e novas iniciativas voltadas à redução de acidentes com ciclistas estiveram entre os principais temas discutidos durante a 46ª Reunião Ordinária do Ciclo Comitê Paulista.

Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o encontro reuniu representantes do Governo do Estado, órgãos de trânsito, concessionárias, forças de segurança e representantes da sociedade civil para discutir ações voltadas ao fortalecimento da mobilidade ativa, da segurança dos ciclistas e da expansão da infraestrutura cicloviária em São Paulo. A primeira apresentação foi conduzida por Ana Lúcia Seabra, diretora de Parques Urbanos da Semil, que trouxe atualizações sobre o Parque Bruno Covas e a Ciclovia da Marginal Pinheiros.

Ela explicou que a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) passou a assumir a gestão da área após vencer o processo para celebração do Termo de Permissão de Uso (TPU), abrangendo um trecho de 8,2 quilômetros, além de outras áreas adjacentes. O plano de investimentos prevê reforço da iluminação, recuperação da pavimentação, implantação de gradis de proteção, ampliação do sistema de monitoramento e instalação de 22 câmeras integradas ao programa Muralha Paulista, esta última ação realizada em parceria entre a Semil e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. “A proposta busca aumentar a segurança e melhorar a experiência tanto para os ciclistas quanto para os usuários que utilizam a estrutura como corredor de mobilidade urbana. Vamos poder pedalar e fazer também toda a mobilidade urbana com muito mais segurança”, afirmou Ana.

Maio Amarelo

Representando o Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv), o tenente PM Eric Cubas mostrou o balanço das ações do Maio Amarelo realizadas em todo o Estado. Segundo Cubas, as fiscalizações e atividades educativas realizadas ao longo do mês tiveram foco na redução dos sinistros e na proteção dos usuários mais vulneráveis das vias, incluindo ciclistas e pedestres. Foram promovidas palestras, fiscalizações preventivas e ações de conscientização em diferentes regiões do estado.

Entre os números apresentados, destacaram-se mais de 120 mil testes de alcoolemia realizados, milhares de pessoas alcançadas em palestras educativas e mais de 500 ciclistas orientados diretamente pelas equipes rodoviárias.

Na sequência, o 1º sargento PM André Fernandes, do CPRv de Campinas, apresentou uma ação educativa desenvolvida naquela região voltada especificamente aos ciclistas que utilizam rodovias.

A apresentação abordou temas como uso correto do acostamento, necessidade de equipamentos obrigatórios, sinalização adequada, condução em fila indiana e atenção aos pontos cegos de caminhões. Fernandes também destacou a importância da visibilidade dos ciclistas em ambientes rodoviários de alta velocidade.

O trabalho despertou interesse dos representantes da sociedade civil, que sugeriram ampliar a iniciativa para outras regiões do Estado.
Everaldo Alves Valenga, coordenador geral de Segurança Viária do Detran, apresentou os resultados das ações realizadas durante o Maio Amarelo e destacou a integração dessas iniciativas ao Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo.

Foram realizadas mais de 720 ações educativas em municípios paulistas, alcançando aproximadamente 142 mil pessoas. As atividades envolveram ciclistas, motociclistas, motoristas, pedestres e estudantes em diversas regiões do Estado.

Segurança no trânsito

Outro ponto forte da reunião foi a participação do delegado Renato Francisco, representante da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O delegado colocou a estrutura da SSP à disposição para apoiar as pautas relacionadas à segurança dos ciclistas e reforçou a importância da integração institucional para o enfrentamento dos desafios relacionados à mobilidade ativa.

Fábio Nigro Gonzales, superintendente de Marketing e Educação de Trânsito da CET-SP, apresentou as ações desenvolvidas pela prefeitura de São Paulo. Entre os destaques estiveram a realização de passeios ciclísticos, cursos de “Pedalar com Segurança”, minicidades de trânsito e campanhas educativas em parceria com a iniciativa privada. A CET também apresentou o planejamento para a expansão da rede cicloviária da capital, que possui atualmente cerca de 790 quilômetros e tem meta de alcançar 1.800 quilômetros até 2028. “A bicicleta é um meio de transporte urbano e devemos ampliar ações educativas para todos os usuários do sistema viário. Quanto mais ciclistas na rua, maior é nossa responsabilidade de levar educação para todos”, ressaltou.

Melhorias na Rota Márcia Prado

Na parte final do encontro, Lincoln Otsuichi, especialista em regulação de transportes da Artesp*,* abordou atualizações sobre a vistoria realizada na Rota Márcia Prado. “Foram identificadas necessidades de manutenção, limpeza, drenagem e conservação em alguns trechos da rota. A Ecovias já iniciou ações emergenciais e apresentou compromisso de executar melhorias mais estruturais nos próximos meses”, pontuou.

Também foram discutidos estudos preliminares para restringir o acesso irregular de veículos motorizados na Estrada de Manutenção da Imigrantes, preservando o espaço destinado aos ciclistas e às operações autorizadas.

Diagnósticos em ações concretas

Ao final do encontro, André Garcia, coordenador do Ciclo Comitê Paulista, reforçou a importância da articulação entre governo, sociedade civil e instituições parceiras para transformar dados e diagnósticos em ações concretas. “A ideia é que esses números sejam analisados e resultem em ações efetivas para a redução dos acidentes”, destacou.

André Cardoso, diretor de Gestão de Transportes da Semil, destacou os avanços alcançados e estimulou a valorização das conquistas obtidas ao longo do processo. “Cada ação implementada representa um passo importante rumo ao objetivo maior de tornar o trânsito paulista mais seguro para todos os usuários, especialmente os mais vulneráveis”, encerrou.