
30/10/2025
Pasta apresenta o PLI-SP 2050 como instrumento estratégico de planejamento integrado e sustentável para o futuro da mobilidade paulista
O Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP 2050) foi destaque na Arena ANTP 2025, encontro nacional que reuniu gestores públicos, especialistas e representantes do setor produtivo para debater o futuro da mobilidade urbana e da infraestrutura. Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o PLI-SP 2050 propõe uma abordagem integrada e estratégica, conectando diferentes modais de transporte, regiões e políticas públicas em favor de uma mobilidade mais eficiente, segura e sustentável.
Os desafios e as estratégias para consolidar uma logística moderna e eficiente no Estado — que hoje representa a 21ª economia do mundo — foram apresentados pelo subsecretário de Logística e Transportes da Semil, Denis Gerage Amorim, durante o painel “PLI-SP 2050: planejamento estratégico para o futuro da logística e mobilidade em São Paulo”, realizado no 24º Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em São Paulo.
“O PLI é um instrumento de Estado, voltado à integração intermodal, à modernização dos ativos existentes e à redução dos custos logísticos. Planejar a logística é planejar o desenvolvimento. É pensar o Estado que queremos deixar para as próximas gerações. O PLI é o instrumento que garante que cada investimento de hoje construa o amanhã com propósito e continuidade”, destacou Amorim.
O painel foi mediado pelo economista Fernando Fleury, que ressaltou o papel estratégico do plano logístico paulista, integrando o território e sustentando o transporte de cargas e passageiros. O coordenador técnico do PLI-SP 2050, Silvio Ichihara, apresentou os fundamentos técnicos e metodológicos do plano, que articula rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos em uma estratégia única de longo prazo, com metas econômicas, sociais, ambientais e logísticas até 2050.
Segundo ele, o PLI constrói uma carteira estratégica de projetos a partir de diagnósticos regionais e simulações multimodais, utilizando dados de geração e projeção de viagens, cadeias produtivas e fluxos intermodais, além de indicadores de eficiência energética e sustentabilidade.
O debate também destacou a importância do planejamento regional como base para o sucesso da mobilidade urbana, evidenciando que o elo entre a logística estadual e o transporte público é essencial para o equilíbrio territorial e a interiorização de oportunidades.
“O PLI-SP 2050 é o plano que desenha a espinha dorsal da mobilidade paulista: as conexões regionais que sustentam o transporte de cargas e passageiros e integram o território de São Paulo ao futuro sustentável da logística nacional”, afirmou Fleury.
O evento reuniu representantes da Semil, especialistas em mobilidade, gestores públicos, lideranças do setor privado e da academia em um debate sobre inovação, descarbonização e planejamento de longo prazo.
Com ênfase na sustentabilidade e na participação social, o PLI-SP 2050 vem sendo construído de forma colaborativa, convidando o setor produtivo, a sociedade civil e representantes do poder público das diferentes regiões do Estado a contribuir com diagnósticos e propostas. O processo inclui Fóruns Regionais em todas as nove zonas do território paulista e um Formulário Online de Contribuições aberto à sociedade. A construção do plano segue até 2026, com horizonte de planejamento até 2050, consolidando diretrizes de longo prazo para o desenvolvimento logístico e sustentável do Estado.
Segundo o IBGE, o estado de São Paulo é responsável por 31,2% do PIB brasileiro, movimenta 30% do agronegócio nacional e possui uma infraestrutura robusta composta por dois portos marítimos — entre eles, o maior complexo portuário da América do Sul —, 32 aeroportos, 800 km de hidrovias, 199 mil km de rodovias e uma matriz energética com 60% de fontes renováveis.
Plano Estratégico Ferroviário
O PLI-SP 2050 também integra o Plano Estratégico Ferroviário (PEF-SP), apresentado recentemente na sede da CPTM. O PEF-SP fortalece a participação das ferrovias na matriz de transporte estadual e promove a integração entre políticas públicas de mobilidade, turismo e desenvolvimento regional, ampliando a eficiência logística e a sustentabilidade do setor.
Sobre o PLI-SP 2050
Mais do que um documento técnico, o Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP 2050) é um instrumento de planejamento estratégico e colaborativo, que organiza e prioriza investimentos públicos e privados em infraestrutura. Com base em cenários futuros até 2050, o plano visa integrar modais, reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência energética e estimular o desenvolvimento regional sustentável. As contribuições ao plano estão abertas no site oficial: pli.semil.sp.gov.br