
04/12/2025
A atividade contou com uma série de palestras que apresentaram os resultados do GFI Tietê
Com o objetivo de orientar piscicultores sobre a gestão da qualidade da água e sobre boas práticas de manejo durante o verão, período considerado crítico para a atividade, as secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA) e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) lançaram, nesta quarta-feira, no município de Zacarias, a cartilha intitulada “Guia Prático para Piscicultores no Verão”. O material destaca a importância de monitorar parâmetros como oxigênio dissolvido, temperatura e pH, práticas que podem evitar ou minimizar a mortandade de peixes nesta época do ano.
A Defesa Agropecuária, órgão da SAA, integra, junto com demais instituições como a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o Instituto de Pesca (IP) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) o Grupo de Fiscalização Integrada (GFI-Tietê), instituído pela Resolução Conjunta SEMIL/SAA nº 01/2025 e que atua permanentemente no monitoramento do Rio Tietê. Além de suas atribuições quanto à emissão de documentação para movimentação de animais, registro e fiscalização de estabelecimentos de processamento de pescado, a Defesa Agropecuária atua realizando fiscalizações de solos e usos irregulares de agrotóxicos próximos a mananciais.
A atividade contou com uma série de palestras que apresentaram os resultados do GFI Tietê e abordaram desde a qualidade da água usada em reservatórios, passando por boas práticas de produção até a aquisição de crédito rural orientado.
“O GFI Tietê reúne técnicos das Secretarias de Agricultura e da Secretaria do Meio Ambiente no combate às causas da eutrofização e das florações de algas no rio, um problema complexo e multifatorial, cujo impacto ficou claro no evento de 2025, que levou à ampla mortandade de peixes por falta de oxigênio em pisciculturas de tanque-rede. Fruto desse esforço conjunto, o Guia apresenta aos produtores as ações já em curso pelas instituições e, principalmente, oferece orientações claras sobre como cada um pode contribuir ativamente para proteger os cultivos e a saúde do rio, evitando novos prejuízos”, comenta Ieda Blanco, médica-veterinária e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos (PESAq) da Defesa Agropecuária que participou da atividade relatando as ações do órgão.
Ainda, no guia são listadas práticas essenciais para a atividade como por exemplo, planejamento adequado, alimentação controlada, armazenamento correto da ração e monitoramento contínuo da água.
“Os reservatórios do Médio e Baixo Tietê, onde se verificam inúmeras pisciculturas em tanques-rede, têm apresentado, nos últimos anos, em algumas ocasiões índices elevados de eutrofização, o que pode comprometer a atividade, principalmente, no período de verão. Com as altas temperaturas, florações de algas e morte de peixes em rios e represas pode acontecer por uma combinação de fatores que alteram o ambiente aquático, afetando a qualidade da água e comprometendo a sobrevivência dos peixes e de outros organismos aquáticos”, descreve o material.
O Guia está disponível em formato online em https://smastr16.blob.core.windows.net/home/2025/12/guia-piscicultores-1.pdf, e será amplamente divulgado em demais eventos a serem realizados em diversas regiões do Estado.