02/01/2026

Ação contribui para a redução do risco de enchentes, amplia a capacidade de escoamento das águas e protege áreas densamente urbanizadas da capital

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da SP Águas, agência reguladora de recursos hídricos do Estado de São Paulo, já retirou 284.607 metros cúbicos de sedimentos da região do Jardim Pantanal, na zona leste da capital, apenas em 2025. O volume corresponde à carga de aproximadamente 23,7 mil caminhões basculantes.

As intervenções concentram-se no desassoreamento de rios, canais e estruturas de macrodrenagem, contribuindo diretamente para a redução do risco de enchentes, o aumento da capacidade de escoamento das águas e a proteção de áreas densamente urbanizadas da Grande São Paulo, especialmente em períodos de chuvas intensas.

Desde 2023, os investimentos no desassoreamento do Lote 3, do qual faz parte o trecho do Jardim Pantanal, ultrapassam R$ 103,6 milhões.

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, as ações refletem o compromisso do Estado com a proteção da população. “O desassoreamento no Jardim Pantanal demonstra o esforço contínuo do Governo de São Paulo em cuidar das pessoas. Ao retirar os sedimentos reduzimos os alagamentos, protegemos vidas, prevenimos doenças e levamos mais segurança às famílias que vivem na região, especialmente durante os períodos de fortes chuvas”, destaca.

Parceria Público-Privada

Está em fase de modelagem uma Parceria Público Privada (PPP) com foco em resiliência climática, desassoreamento e revitalização dos rios Tietê e Pinheiros. O projeto, qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), prevê investimento de R$ 9,5 bilhões para a prestação de serviços pelo período de 15 anos e traz novidades como ampliação do serviço de retirada de lixo superficial e a implementação de projeto paisagístico que amplie a restauração e a convivência da população com o rio.

A PPP prevê a realização de serviços no Tietê, no trecho entre a restituição da Barragem de Ponte Nova e a Barragem de Pirapora, totalizando cerca de 182,9 quilômetros; e no Pinheiros, no trecho compreendido entre a restituição da Barragem de Pedreira e sua foz no rio Tietê, incluindo o Canal Guarapiranga, totalizando cerca de 27,6 quilômetros de extensão. Os serviços abrangem desassoreamento e retirada de macrófitas , operação e manutenção das barragens Móvel e da Penha e de 12 polderes, manutenção de áreas verdes , limpeza e conservação de taludes e bermas de concreto, ampliação da remoção de lixo superficial dos rios Tietê e Pinheiros, além de projeto de paisagismo nas margens.

Para Natália Resende, a nova PPP representa um marco na recuperação do Rio Tietê. “Com ela, teremos mais eficiência e agilidade nos serviços de desassoreamento e limpeza do rio, além da sua revitalização, considerando também soluções baseadas na natureza. O projeto objetiva restaurar a capacidade de escoamento, reduzir riscos de enchentes em áreas críticas, proteger a população, e ainda promover a preservação ambiental. É um investimento que une infraestrutura moderna, sustentabilidade e impacto social real, com a finalidade de que o Tietê seja um rio de fato valorizado para e por todos os paulistas”, explica. Segundo ela, a remuneração da concessionária será atrelada a indicadores de desempenho, assegurando a entrega com qualidade e o cumprimento das metas estabelecidas. A proposta de edital também prevê a implantação de uma Sala de Controle e Operação para recebimento e compilação de dados que servirão como base para ampliar a eficiência operacional.