
10/06/2020
No último dia 9, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) autorizou a permissão de uso público de área situada na Estação Experimental de Casa Branca, administrada pelo Instituto Florestal (IF), ao município de mesmo nome, pelo prazo de 20 anos. A parceria será efetivada por meio de Termo de Permissão de Uso, o qual apontará todas as condições a serem aplicadas.
A unidade experimental, criada em 1944, compreende uma área de 494,18 hectares, muito fragmentada pela proximidade da área urbana. O objetivo principal da Estação é a pesquisa e a experimentação, além da proteção da natureza, promovendo a conservação da flora e da fauna nativas, resguardando as belezas naturais e possibilitando o uso para atividades educativas e recreativas.
O projeto de uso de bem público compreende que o município passe a realizar, em parte do território, as atividades de manejo, de educação ambiental, de recreação, de lazer, de cultura e de ecoturismo, com os serviços associados, incluindo a modernização de algumas áreas e serviços do complexo. Vale destacar que na área protegida, as pesquisas e a conservação das espécies da fauna e da flora continuarão sob a responsabilidade do Governo do Estado.
Sua vegetação é constituída de cerrado, mata ciliar e floresta implantada com pínus e eucaliptos, além de produzir mudas de espécies exóticas e nativas. Registra também a presença de espécies ameaçadas de extinção como gabiroba, cajuzinho-do-campo, marolo e mangabeira.
A Estação Experimental possui remanescentes importantes de vegetação nativa sendo de grande importância para a conservação de água, pois está localizada em área de recarga do Aqüífero Tubarão. Desta forma, possui grande potencialidade para implantação de um sistema de trilhas que, além da possibilidades recreativas, oferece altas oportunidades para atividades educativas.
Outras seis áreas protegidas sob a gestão do IF possuem permissão de uso público dos municípios, são elas: Florestas Estaduais de Assis, de Avaré, e de Botucatu; e Estações Experimentais de Bauru, de Mogi Mirim e de Tupi.
Abaixo, exemplos de como já funcionam algumas permissões:
Floresta de Avaré:
Cerca de 90% dos 95,30 hectares que compõem a unidade são resultado de experimentação científica com espécies exóticas e nativas, formando uma extensa cobertura vegetal junto à área urbana do município, o que permite à população local o acesso fácil com contato direto a um ambiente de conservação que permite, por meio de suas trilhas e infraestrutura, o lazer e a educação ambiental.
Desde sua criação até 2018, a unidade foi administrada pelo Instituto Florestal, quando então, foi legalmente transferida à Prefeitura da Estância Turística de Avaré, por meio de Processo de Cessão de Uso, ficando a cargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente a manutenção do ambiente, bem como do
desenvolvimento de atividades de uso público com destaque à educação ambiental, historicamente desenvolvida pelo órgão estadual.
São realizadoseventos culturais como, apresentações e shows musicais com artistas e grupos locais e regionais, atividades de educação ambiental junto a estudantes, com enfoque à rede de ensino público municipal e estadual, além das instituições particulares.
A educação ambiental é feita também por visitas à trilha, atividades recreativas, exibição de filmes, oficinas sobre compostagem e plantio de sementes, reciclagem de jornal, estímulo à leitura, entre outros.
Aliado às belezas cênicas locais, o lazer social é destaque pela presença de um espelho d’água com um vasto gramado ao seu redor, quiosques com mesas e bancos, além de sanitários, bebedouros, lanchonete e viveiro de mudas.
Floresta de Botucatu:
A unidade, com 33,88 hectares, abriga remanescentes de mata atlântica e cerrado conservados, com destaque para as fisionomias campestres, além de vegetação de mata ciliar. Embora a área esteja localizada na zona urbana do município, a elevada biodiversidade ainda existente fortalece sua relevância para a conservação do bioma.
Até 2018, a Floresta Estadual de Botucatu era administrada pelo Instituto Florestal para a conservação e o uso múltiplo sustentável dos recursos naturais e a pesquisa científica.
Apesar do potencial de uso público pela proximidade ao ambiente urbanizado, a área é de grande importância ecológica, composta de três biomas distintos: 57,58% Cerrado, 28,48% Brejo e 13,94% Mata Ciliar. A Floresta, ainda, encontra-se relativamente isolada de grandes áreas florestais, as de maiores extensões estão a uma distância de 5,6 km 7,6 km.
Estação Experimental de Tupi:
Desde 2018 a gestão da área de Uso Público da Estação Experimental de Tupi foi concedida à Prefeitura Municipal de Piracicaba. De forma integrada, são realizados quatro programas de educação ambiental:
“EducaTrilha na Escola”: processo formativo e um concurso de projetos de educação ambiental desenvolvidos nas escolas de Piracicaba, que incluem visitas à Estação Experimental de Tupi.
”PJ Tupi – educação integral e ambiental”: em conjunto com a Escola Estadual Pedro de Mello, é desenvolvido por meio das disciplinas eletivas (voltadas à educação integral e ambiental), as quais utilizam a Estação Experimental de Tupi como um dos espaços educativos.
“Vem Pro Horto”: atividades educativas que buscam tornar a Estação Experimental de Tupi cada vez mais sustentável, aproximando a unidade da comunidade. Inclui atividades lúdico-educativas com crianças, adolescentes e ciclistas, por meio de caminhadas históricas, observação de aves, oficinas sobre plantas medicinais, fotografia, entre outros temas.
“Bacia caipira”: atividades educativas com grupos da terceira idade dos municípios de Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste, sendo um dos encontros anuais realizado na Estação Experimental de Tupi. O programa também utiliza a metodologia ROSA (Refletir, Observar, Sonhar e Agir) para que as vivências
possibilitem reflexões, a observação da realidade dos espaços onde esses grupos se encontram e sua transformação em direção à sustentabilidade.
Estação Experimental de Bauru:
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bauru recebeu a permissão de uso da área da Estação Experimental no fim de 2018. Desde então, os serviços de poda das árvores, capinação, limpeza e manutenção, são realizados em parceria entre os órgãos municipal e estadual. A permissão de uso da área inclui reforma e manutenção dos prédios desocupados e da entrada do Horto Florestal, além de implantação de rede coletora de esgoto.
A Estação Experimental ainda oferece programas de Educação Ambiental aos estudantes das escolas municipais, estaduais e particulares, por meio de visitas monitoradas.
Para mais informações sobre as áreas protegidas geridas pelo Instituto Florestal, acesse: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutoflorestal/


