17/06/2021

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, publicou nesta quinta-feira (17) o decreto de criação do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), com objetivo de modernizar a gestão administrativa e criar meios para aumentar a produção de pesquisas ambientais focadas nas necessidades contemporâneas da Secretaria. O novo órgão reune mais de 140 pesquisadores científicos especialistas nas ciências florestais, ecologia, botânica e geociências, além de outros 600 servidores públicos em prol de ações e estudos aplicados para fomentar políticas públicas ambientais.

O IPA contará, entre outras novidades, com um centro de inovação tecnológica para apoiar projetos que tenham potencial para aproveitamento econômico e socioambiental. O novo formato permitirá captar recursos para o financiamento de pesquisas, a criação de patentes dos resultados e o intercâmbio de experiências com Universidades e centros de pesquisa.
Os resultados das pesquisas e parcerias irão apoiar as decisões governamentais para a renovação e melhoria das políticas ambientais aplicadas. “O trabalho científico é fundamental para subsidiar normas e investimentos do Estado em prol da conservação e da preservação. A união dos pesquisadores, somada à modernização da estrutura do Instituto, irá com certeza alavancar as políticas públicas estaduais para o meio ambiente”, afirma o secretário Marcos Penido.

A concepção inovadora do IPA fundamenta-se em núcleos de pesquisa oraganizados de forma matricial e em áreas gestoras integradas com os objetivos e necessidades dos pesquisadores científicos, em termos de laboratórios, equipamentos e acervos científicos. São quatro grandes núcleos temáticos, voltados para a conservação da biodiversidade, para a restauração ecológica e recuperação de áreas degradadas, para o uso sustentável dos recursos naturais, e para os estudos em geociências, gestão de risco e monitoramento ambiental. Esses núcleos reúnem mais de 50 linhas de pesquisa já existentes e que continuarão vigorosas, abrindo-se oportunidades para demandas futuras com temáticas integradas, a exemplo dos estudos nas áreas de mudanças climáticas e biodiversidade. A estrutura conta também com conselho científico e comissão de ética e biossegurança compostos por membros da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e da Academia.
A expectativa é que as pesquisas apoiem e acompanhem o Sistema Estadual de Florestas (SIEFLOR) no reflorestamento, na proteção de espécies em extinção, no mapeamento e na mitigação de riscos em áreas geologicamente frágeis, entre outros.

O Instituto de Pesquisas Ambientais também oferecerá capacitação por meio de cursos de pós-graduação stricto e lato sensu, além de treinamentos. As aulas são voltadas aos pesquisadores do Estado e à sociedade civil interessada em aprofundar conhecimentos nas áreas abrangidas pelo Instituto.

“Acredito sinceramente que o novo IPA possa se tornar uma oportunidade para que os nossos três Institutos centenários, que tantos serviços prestaram à sociedade e à qualidade do nosso meio ambiente, possam proceder à modernização administrativa e tecnológica tão necessária para os desafios que a sociedade tem-nos requisitado. Para isso, é fundamental valorizar o corpo técnico dos servidores e pesquisadores científicos, manter os recursos financeiros estratégicos alocados e fomentar parcerias com todos os setores da academia, da sociedade civil e da iniciativa privada” afirma Eduardo Trani, subsecretário de Meio Ambiente.

Próximos passos

Como resultado da implementação, o Instituto integrará os núcleos de laboratórios e áreas experimentais, bem como as coleções biológicas, geológicas e paleontológicas dos Institutos Geológico, Botânico e Florestal. Todos os acervos, publicações e memórias passam à responsabilidade do IPA.
Além de reorganizar a pesquisa ambiental, a fusão das três instituições proporciona economia financeira em função da centralização da administração – recursos humanos, financeiros e de transportes, entre outras. Parte dessa economia poderá ser direcionada ao aumento de pesquisas e de investimentos em equipamentos e laboratórios, sempre em consonância com a modernização das relações institucionais do IPA.

Por fim, é importante ressaltar que nenhuma pesquisa em curso ou atividade finalística dos três Institutos tiveram qualquer descontinuidade. A transição funcional e administrativa é feita de forma cuidadosa, em harmonia com a administração central da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, em prol da melhor prestação de serviços para a sociedade paulista.