A fauna silvestre nacional sofre uma enorme pressão devido à caça e ao tráfico, que somente perde em números para o tráfico de drogas e de armas. Mas é principalmente a perda de habitats a ameaça mais preocupante. Gerada pelas queimadas e pela expansão humana e da agropecuária, a vertiginosa perda de áreas verdes acarreta em conseqüente dano, muitas vezes irreversível, às espécies da nossa fauna.
A tabela abaixo apresenta, segundo a publicação Fauna de Vertebrados Ameaçados do Estado de São Paulo, realizada pela Secretaria do Meio Ambiente em 2009, as espécies conhecidas no Estado de São Paulo segundo o grupo, e a quantidade delas que se encontram classificadas como regionalmente extintas, criticamente em perigo, quase ameaçadas, vulneráveis e ainda aquelas cujos dados foram considerados deficientes para serem classificadas.
| Grupo | Regionalmente extintas | Criticamente em perigo |
Em perigo | Quase ameaçadas | Vulnerável | Dados deficientes |
| Mamíferos | 0 | 9 | 6 | 22 | 23 | 58 |
| Aves | 1 | 69 | 33 | 47 | 69 | 33 |
| Répteis | 0 | 3 | 9 | 2 | 21 | 8 |
| Anfíbios | 1 | 11 | 2 | 7 | 5 | 45 |
| Peixes | 8 | 81 | 15 | 8 | 34 | 17 |
Os dados apresentados revelam uma situação alarmante no Estado de São Paulo e demonstram a real necessidade do desenvolvimento de estratégias de gestão da fauna silvestre paulista. A definição de áreas prioritárias de conservação, o envolvimento da comunidade por meio de programas de educação ambiental e uma maior fiscalização e combate à caça e ao tráfico podem representar os alicerces fundamentais para que se evite o desaparecimento das espécies já relacionadas nesta “Lista Vermelha” ou que outras possam vir a integrá-la.
Legislação Ambiental: o Livro Vermelho foi publicado quando estava em vigor o Decreto 53.494/2008. Este foi revogado pelo Decreto 56.031/2010 (clique no link para consultar o novo decreto com a lista de animais ameaçados de extinção).
