Modelos de governança de áreas protegidas foram o foco do evento Parques do Brasil nesta quarta-feira (29/10). A secretária de Meio Ambiente de São Paulo participou do debate mostrando a importância de se repensar o papel do Estado na gestão do uso público nos parques.

“As parcerias e concessões podem dar mais eficiência à gestão dos parques, inclusive do ponto de vista econômico. Não se trata de privatizar nossas unidades de conservação, mas de conceder serviços a quem tem experiência e focar os recursos do Estado naquilo que é sua função essencial: fiscalização e conservação da biodiversidade.”, afirma Patrícia Iglecias.

A gestão de áreas protegidas tem cada vez mais se dirigido a um modelo híbrido, como aponta o codiretor do Centro para Treinamento e Gestão de Áreas Protegidas da Universidade do Colorado, Jim Barborak, palestrante do evento.

Um dos principais nomes de referência do tema, Jim Barborak disse vê no Brasil nos últimos anos uma diversificação das formas de gerir áreas protegidas, com mais opções de categorias, arranjos de governança e formas de financiamento.

“Nós já avançamos muito, mas ainda há resistências entre poder público, iniciativa privada, pesquisadores, turistas e comunidades locais. Para avançarmos mais, é preciso ir além da falta de confiança mútua entre os diferentes atores em questão.

Organizado pelo Semeia, o encontro contou com a participação de palestrantes nacionais e internacionais que abordaram temas como o potencial de modelos de gestão em parceria para garantir a conservação dos parques e o desenvolvimento do seu entorno.